O Torcedor do Grito Vai Guarani pode impulsionar este novo momento que vive o clube com outro presidente
O Guarani inicia um novo momento, com um novo presidente, Horley Senna, com um novo investidor e com gramado e vestiário reformados pela Copa do Mundo
Depois de vários presidentes renunciando ou sendo exonerados, chegou a hora de um novo momento. Só não vai ter aquele torcedor apaixonado que é o motivo desta coluna: Vai Guarani.
O torcedor é também um dos pilares para fortalecer um time. Quando ele se junta com outros, formando dezenas, centenas, milhares e até milhões, fazem uma torcida que ajuda o seu time a ganhar campeonatos. O cenário é o estádio Brinco de Ouro da Princesa, mais precisamente no setor das cadeiras vitalícias nos anos 50 e 60. É ali que eu ia com o meu pai, o Pedrão Gumiero (que saudade), assistir aos jogos do Guarani.
Os jogos eram aos domingos às 4 da tarde, horário tradicional do nosso futebol . Na época não existia os campeonatos brasileiros. Tinha o torneio Rio-São Paulo, com os 4 grandes de São Paulo e os 4 grandes do Rio. Depois era o campeonato paulista até o final do ano. Vi o Guarani de Paulo; Manduco e Palante; James, Clóvis e Henrique; Dido, Fifi, Augusto, Piolin e Ismar.
Em um um jogo de Guarani x Santos, diretores do Milan vieram ver o ponta esquerda Pepe do Santos para contratá-lo. Acabaram levando o ponta direita Dido, que acabou com o jogo. Vi também o Guarani de Dimas; Ferrari, Ditinho e Diogo; Valter e Eraldo; Dorival, Hilton, Cabrita, Benê e Osvaldo. Esse time impôs uma goleada de 6 x 0 na Ponte Preta, a maior de todos os tempos.
Ah! o Guarani tinha times que enfrentavam os grandes de São Paulo sem medo, jogando no ataque. Nem passava pelo pensamento a palavra rebaixamento. Nesta coluna quero escrever sobre o torcedor daquela época, que gritava o que o Guarani precisa atualmente: VAI GUARANI.
Vai para os acessos em 2015, da primeira divisão paulista e da segunda divisão do brasileiro. Eu me lembro desse torcedor como se fosse hoje. Na fila de baixo onde eu ficava com o meu pai, sentava um outro torcedor que chegava sempre 5 minutos antes de o jogo começar. Ele era gordinho, bem vestido e perfumado. Era o cheirozinho da vitalícia.
Volto ao torcedor do grito VAI GUARANI.
Ele ficava a umas 4 ou 5 fileiras acima de nós. Era um senhor moreno, de óculos, que vinha acompanhado de outras pessoas, talvez seus familiares. Quando o jogo passava dos 5 minutos ele já gritava VAI GUARANI.
Ele possuía uma voz marcante, potente, quase que inigualável. Penso que os jogadores também ouviam o seu incentivo. Ganhando, perdendo ou empatando, o seu grito ecoava pelo estádio. Há 14 anos que o Guarani está capenga. Nos seus 113 anos de existência, esses 14 são os piores.
Depois de vários presidentes renunciando ou sendo exonerados, chegou a hora de um novo momento. Momento de um novo presidente já empossado, de um novo patrocinador disposto a investir, de um estádio com gramado e vestiário reformados, em virtude de abrigar a Nigéria na Copa do Mundo, pagamentos em dia e de um time vencedor.
Só não vai ter aquele torcedor apaixonado que é o motivo desta coluna, mas que o seu grito daquela época, seja o de todos os bugrinos: VAI GUARANI.





































































































































