Ceará 0 x 0 Atlético-GO - Vovô interrompe quatro derrotas seguidas, mas não vence o Dragão, invicto há seis rodadas

Ceará vinha de quatro derrotas seguidas, mas não superou o raçudo Atlético-GO, que vinha de cinco viitórias consecutivas e continua na briga pelo G4

Ambos continuam na briga. Mas o empate justo foi melhor para o time goiano, que chegou aos 53 pontos, em quinto lugar, caindo uma posição para o Boa Esporte, que bateu o América-RN

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Fortaleza, CE, 7 (AFI) – Num duelo direto para conquistar uma vaga no G4 – zona de acesso – do Campeonato Brasileiro da Série B, Ceará e Atlético-GO empataram sem gols, nesta sexta-feira à noite, na sequência da 34.ª rodada. Ambos continuam na briga. Mas o empate justo foi melhor para o time goiano, que chegou aos 53 pontos, em quinto lugar, caindo uma posição para o Boa Esporte, que bateu o América-RN, por 3 a 1, e também tem 53 pontos, porém, uma vitória a mais: 16 a 15. O Ceará, que não vence há cinco rodadas, tem 51 pontos, em sétimo lugar.

Depois não adianta colocar a culpa no azar, no destino ou em Deus. A verdade é que o Ceará cai de ponta cabeça depois que o presidente Evandro Leitão, hábil político, abandonou o time para se candidatar à Assembléia Legislativa do Ceará. Foi eleito pelo PDT – Partido Democrático Trabalhista – mas deixou em três meses de ausência, uma profunda cratera no comando do time.

Agora deputado estadual, Evandro Leitão deixou o Ceará, outra vez, na Série B do Brasileiro - Foto: Ceará Sporting

Agora deputado estadual, Evandro Leitão deixou o Ceará, outra vez, na Série B do Brasileiro

Num regime presidencialista, o Ceará Sporting passou a atuar sem presidente e sem comando. Deu no que deu. De favorito ao acesso, com o artilheiro máximo, Magno Alves, com 18 gols, ficou na “zona do agrião”, fora do G4 e do acesso pelo segundo ano seguido. Mas do que lamentar, é preciso reconhecer que faltou dedicação e competência ao presidente Leitão, que priorizou seus objetivos próprios. Promessas na política e no futebol ficam apenas na voz, pelo menos, para alguns.

Sem contar que a folha salarial do Ceará é a maior, ou uma das maiores de toda a Série B. Ou seja, faltou comando, competência e gestão no futebol do Vovô. Uma pena para o futebol do Estado, que merecia ter um clube na Série A do Brasileiro.

Este jogo foi transmitido ao vivo pela Rádio FUTEBOL INTERIOR em cadeia com a Rádio Assunção de Fortaleza, prefixo AM 620, a maior audiência de todo o Estado do Ceará. A narração foi de Mauro Salles, com comentários de J.Lacerda e o plantão mais bem informado do Brasil: Souza Filho. E também foi transmitido pela Rádio 820 AM de Goiânia. Ambas são parceiras da Rádio FI.

QUATRO DERROTAS, CINCO VITÓRIAS
Apesar de brigarem pelo mesmo objetivo, os dois times entram em campo em condições bastante adversas. O Ceará empacado nos 50 pontos, com quatro derrotas consecutivas: 3 a 1 para o Boa, em Varginha (MG), 2 a 0 para o Santa Cruz, em Fortaleza (CE), 2 a 1 para o Icasa, em Juazeiro do Norte (CE) e Joinville, por 3 a 0, em Santa Catarina.

De outro lado, o Atlético-GO, ameaçado no início da competição pelo descenso, e revigorado pelo técnico Wagner Lopes, engatou sua quinta vitória consecutiva, contra Vila Nova, por 3 a 1, Náutico, por 2 a 1, em Recife (PE), Luverdense, por 3 a 0, Avaí, por 2 a 0, e Oeste, por 2 a 1, em Itápolis (SP).

TRÊS ATACANTES
Nas escalações dos times, também diferenças. PC Gusmão que “inventou” jogar com três zagueiros no último jogo, desta vez resolveu escalar o Vovô com três atacantes: Assisinho, Bill e Magno Alves. O Dragão Goiano manteve seu esquema 4-4-2, fortalecendo a marcação para explorar os contra-ataques.

Mesmo se esforçando, o Ceará não conseguiu mais que um empate sem gols

Mesmo se esforçando, o Ceará não conseguiu mais que um empate sem gols

O jogo começou aberto, com ambos criando chances de gols. A primeira com o Atlético, quando Ricardinho errou toque de cabeça e deixou Kayke livre na área, mas ele chutou por cima, aos oito minutos. O Ceará respondeu aos 10 minutos, quando Assisinho cruzou da esquerda e Marcos testou à queima roupa, mas Márcio esticou o pé direito e rebateu. Um milagre.

Aos 17 minutos, Magno Alves lançou Bill nas costas da defesa, que parou pedindo impedimento. Bill chutou rasteiro e Márcio espalmou com os dois pés. E o próprio Magno Alves arriscou chute de longe aos 24 minutos, porém, Márcio rebateu para frente e isolou a bola. Mas aos 41 minutos, quase o Dragão abriu o placar. Num contra-ataque quatro contra três, Kayke foi lançado em diagonal e bateu cruzado, mas chutou para fora.

MUDANÇAS E VAIAS
Os dois times voltaram sem mudanças no segundo tempo. A primeira chance de gol foi goiana, com Pedro Bambu chutando cruzado, mas raspando a trave. O Ceará respondeu aos 18 minutos, quando Pedro Bambu não cortou a bola no alto e Bill saiu sozinho em direção à grande área. Mas demorou para chutar e a bola acabou desviada por um defensor.

O Atlético se fechou com três substituições defensivas, enquanto o Ceará trocou seus atacantes, tentando chegar ao gol. Assisinho e Bill deixaram o campo bastante vaiados pela torcida. Quase o gol aconteceu aos 31 minutos, quando Magno Alves ficou sozinho no lado direito e bateu de voleio, mas Márcio saiu em cima e abafou a bola.

A partir daí foi só desespero cearense. Foram oito chances para marcar, mas a bola não entrou. O Atlético ficou satisfeito com o empate, porque foi conquistado diante de um concorrente direto e fora de casa. No final uma sonora vai para o time cearense, que foi abandonado por seu presidente Evandro Leitão no momento mais difícil.

DUELOS DIFÍCEIS
O Atlético-GO vai sair contra o Paraná, terça-feira, às 21 horas, em Curitiba, abrindo a 35.ª rodada. De outro lado, o Ceará tentará fazer as pazes com a vitória diante do Vasco da Gama, de novo no Castelão, sábado às 16h20.