Goleiro Fábio bate a marca de 600 jogos e só fica atrás de dois ex-ídolos do clube: Dirceu Lopes e Zé Carlos

Ex-ídolos nos anos 60 e 70 podem ser superados em breve. Dirceu Lopes tem 610 e Zé Carlos 633 jogos com a camisa da Raposa

Revelado no Vasco da Gama, ele completou 600 jogos pela Raposa, sendo o terceiro jogador na história com mais jogos pelo clube. Ele só perde para dois ex-craques da Raposa

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Belo Horizonte, BH, 9 (AFI) – O goleiro Fábio completou uma marca histórica neste domingo no jogo em que o Cruzeiro defendeu a liderança do Campeonato Brasileiro contra o lanterna Criciúma. Ele completou 600 jogos pela Raposa, sendo o terceiro jogador na história com mais jogos pelo clube. Ele só perde para dois ex-craques das décadas de 60 e 70: o meia-atacante Dirceu Lopes, com 610 jogos, e o volante Zé Carlos, com 633.

Fábio completou 600 jogos pelo Cruzeiro, terceira marca do clube

Fábio completou 600 jogos pelo Cruzeiro, terceira marca do clube

Fábio tem 34 anos (20 de setembro de 1980) e nasceu em Nobres, no Mato Grosso. Ele tem 1,89 m de altura. Começou a carreira no União Bandeirante, do Paraná, em 1997. No ano seguinte esteve no Atlético-PR. Entre 1999 e 2000 esteve emprestado ao Cruzeiro, onde não teve chances. Depois ficou no Vasco da Gama por quatro anos – de 2000 até 2004 – onde disputou 150 jogos.

Voltou ao Cruzeiro em 2005 e daí nunca mais saiu, com uma regularidade impressionante e identidade com a torcida que o chama de “Muralha Azul”. Esteve nas seleções de base, disputando seis jogos pela Sub-17 e cinco jogos e teve uma chamda pela seleção principal em 2003, mas não chegou a jogar.

EX-ÍDOLOS
Dirceu Lopes foi um dos meias mais badalados da Raposa nas décadas de 60 e 70. Era cotado para a seleção brasileira em 1970, mas não foi convocado, embora tenha ido seu companheiro de clube: Tostão. O ex-ídolo Dirceu Lopes ainda é vivo e mora em BH.

Zé Carlos foi um volante de muitas qualidades. Sabia se posicionar bem, não errava passes e orienta todo seu time como se fosse o “cérebro” do time ou o técnico dentro de campo. Zé Carlos foi a “experiência” no jogo time do Guarani, único clube campeão do interior a conquistar o título brasileiro, em 1978.

CAMPEÃO BRASILEIRO EM 1978
Zé Carlos já era veterano, mas brilhou no meio campo num tripé ao lado de Zenon,

Zé Carlos: campeão brasileiro pelo Guarani em 1978

Zé Carlos: campeão brasileiro pelo Guarani em 1978

ex-Corinthians, e Renato, que atuou no São Paulo e em outros clubes, além de defender a seleção brasileira. E no ataque, o grande destaque era o centroavante Careca, de apenas 18 anos, que depois atuou na Itália, no Nápoli, ao lado de Maradona, e participou de duas Copas do Mundo, de 1986 e 1990.

O Guarani campeão brasileiro tinha como base: Neneca; Mauro (falecido), Gomes, Índio e Miranda; Zé Carlos, Zenon e Renato; Capitão, Careca e Bozó. O técnico era Carlos Alberto Silva, que mora em Belo Horizonte, e foi campeão em vários clubes pelo Brasil e dirigiu a Seleção Brasileira. Zé Carlos ainda tentou ser treinador, mas não conseguiu. Era muito passivo, quieto e introvertido. Hoje mora em Belo Horizonte.