Polêmica! Londrina reclama de cotas e promete "vetar" TV Globo no Paranaense

Em São Paulo, os clubes do Interior continuam dizendo amém para as migalhas dadas pela FPF

O presidente do Londrina, Sérgio Malucelli, exige da Federação Paranaense de Futebol (FPF) que seu time receba os mesmos valores que receberá o Paraná.

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Londrina, PR, 18 (AFI) – Entra ano, sai ano, e os clubes do Interior continuam a dizer “amém” às decisões arbitrárias da Federação Paulista de Futebol (FPF). O mesmo não se pode dizer do Londrina, no Campeonato Paranaense. O clube, que é o atual campeão, promete proibir as transmissões de TV em seus jogos do Estadual. O motivo: insatisfação com as cotas de transmissão, cujos direitos são da RPC TV, filiada da Rede Globo.

O presidente do Tubarão, Sérgio Malucelli, exige que seu time receba os mesmos valores que receberá o Paraná. Para a disputa da competição, o Tricolor vai receber uma cota de R$ 800 mil. Já o Londrina terá direito a apenas R$ 300 mil, assim como os demais clubes menores. Atlético-PR e Coritiba embolsarão R$ 2 milhões.

Sérgio Malucelli promete barrar TV Globo nos jogos do Londrina no Paranaense - Site Oficial Londrina EC

Sérgio Malucelli promete barrar TV Globo nos jogos do Londrina no Paranaense

Na visão de Malucelli, o Tubarão não pode ser comparado aos demais clubes do Paranaense. Para ele, a Federação deveria levar em consideração aspectos como média de públicos e vendas no pay-per-view, além do fato de Londrina ser a segunda maior cidade do Estado e ter apenas um clube. Hoje, o Tricolor é diferenciado dos demais por estar na Série B do Brasileiro.

A situação do Londrina é muito semelhante à vivida por alguns clubes do Paulistão. Os times médios e pequenos recebem apenas R$ 2,7 milhões para a disputa do certame, enquanto Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo ganham nada menos que R$ 14 milhões.

ESTADO DE PENÚRIA
Outro motivo de discórdia é o fato de não haver uma diferenciação entre clubes mais tradicionais ou que disputam a Série B – ou até Brasileirão – do restante. Ponte Preta, que disputará a Série A, e Bragantino e Portuguesa receberão os mesmos valores de recém-promovidos como Capivariano, Red Bull, São Bento e Marília.

A situação dos clubes que disputam as Séries A2 e A3 é ainda mais desesperadora. Na A2, cada clube receberá somente R$ 145 mil, enquanto na terceira as cifras são de apenas R$ 85 mil. Os valores, contudo, caem quase pela metade quando descontados as taxas de arbitragem, bolas, viagens e taxas de inscrição.

PROPOSTA RECUSADA

Marco Chedid (à esq.), presidente do Bragantino, fez uma proposta que ajudaria o Interior

Marco Chedid (à esq.), presidente do Bragantino, fez uma proposta que ajudaria o Interior

O presidente do Bragantino, Marco Chedid, teve uma resposta recusada no conselho técnico, realizado há duas semanas. A ideia era criar um fundo de aproximadamente R$ 10 milhões, que seriam repassadas a todos os times, principalmente aos que integram a Séries A2 e A3. O valor seria abatido das cotas de todos os clubes do Paulistão.

Os times da Série A2 receberiam 50% do valor total (R$ 5 milhões). Ou seja, dividido entre 20 clubes o valor seria de R$ 250 mil a mais para a montagem do elenco, além dos R$ 145 mil que já recebem para estarem na competição. Enquanto os times da Série A3 ficariam com 25% da cota (R$ 3 milhões), e seriam beneficiados com R$ 150 mil, além dos R$ 85 mil.

Até mesmo os times rebaixados no Paulistão seriam beneficiados. Os quatro últimos colocados receberiam R$ 750 mil cada para disputar a Série A2 no ano subsequente do descenso. O que significaria uma ajuda extra aos que caíssem, independente da influência que tivesse dentro da FPF ou afinidade com o presidente Marco Polo Del Nero e seus aliados.