Alô ingênuo: agora que você flagrou a traição vai vender o sofá?

Alô ingênuo: agora que você flagrou a traição vai vender o sofá?

Na Escola Estadual José Vilagelin Neto, bairro Jardim Proença em Campinas, fui companheiro de classe do bem sucedido empresário de gastronomia Cláudio Fernandes – o Cláudio Corrente – no ensino colegial.

Publicamente agradeço Cláudio Corrente por ter salvado a minha vida quando morria afogado nas traiçoeiras águas do Rio Atibaia, durante festa de formatura em uma chácara na região.

Na época o bugrino Cláudio Corrente era pobre e reforçava o orçamento mensal com venda de músicas gravadas em fitas K7. O cliente que liderava os pedidos era o zagueiro Oscar da Ponte Preta, numa classe em que estavam matriculados seus companheiros de clube Carlos Ganso e o lateral-esquerdo Carlos Magno. Lá também estudavam dois boleiros bugrinos: volante Marcos Paulo e zagueiro Joãozinho (irmão de Bezerra).

Tudo isso pra dizer que entre as dezenas de fitas que solicitei para que Cláudio Corrente me gravasse, uma das músicas narrava história do corno que, ao flagrar a esposa adúltera no sofá com o amante, preferiu vender o sofá.

Não me recordo compositor e intérprete desta obra que se transformou em piada para traídos em quaisquer circunstâncias. Convenhamos que devem vestir a carapuça pessoas identificadas com partidos políticos cujo membros influentes traíram a confiança de militantes e eleitores com a ganância pela corrupção.

PETROLÃO

À medida que avançam as investigações das denúncias do esquema Petrolão, as máscaras vão caindo. Constata-se que empresários ligados a construtoras já estão no xilindró e políticos que posavam de bonzinhos são capetas no escurinho.

E você, petista e peemedebista, vai continuar repetindo o surrado bordãozinho do ex e atual presidentes Lula e Dilma Russeff que ‘não sabia de nada’?

Pior: ainda compra briga com amigos por conta de sua ‘cegueira’, pra não dizer outra coisa.

Será que pelo menos você vai vender o sofá por um bom preço?