ESPECIAL SÉRIE C: Macaé vira ‘bicho-papão’, Guarani se apequena e Fortaleza pipoca... De novo!
Alvianil Praiano calou Castelão e Mangueirão lotados para ficar com título inédito
Série C do Campeonato Brasileiro vai deixar saudades, pelo menos para CRB, Paysandu, Mogi Mirim e Macaé, que conquistaram o acesso à Série B deste ano. A última
Campinas, SP, 31 (AFI) – A Série C do Campeonato Brasileiro vai deixar saudades, pelo menos para CRB, Paysandu, Mogi Mirim e Macaé, que conquistaram o acesso à Série B deste ano. A última temporada da “Terceirona” teve de tudo: time pipocando, “novato” surpreendendo e tradicionais ficando pelo caminho.
Houve também aquele time que surpreendeu a todos, começou a Série C dando uma de mineiro, “comendo pelas beiradas”, mas que no final ficou com a taça. Assim foi a campanha do Macaé, que pela primeira vez conquistou um título nacional em seus 33 anos de história.
FORTALEZA PIPOCA!
Pela terceira vez consecutiva o Fortaleza fez uma grande campanha na primeira fase da Série C e chegou as quartas de final como o grande favorito a, inclusive, ficar com o título. Assim como nos anos anteriores, porém, o Leão do Pici acabou pipocando e decepcionou sua torcida.
A missão, em tese, não era difícil. Vencer o modesto Macaé em plena Arena Castelão para ficar com a vaga na semifinal e o acesso na Série B. No Rio de Janeiro empate sem gols, e o clima de tensão tomou conta da torcida. Porém, os tricolores fizeram bonito e lotaram a Arena Castelão. E saíram decepcionados.
63 mil pessoas compareceram ao estádio para torcer por uma vitória simples do Fortaleza. Porém, no final do primeiro tempo Juba marcou o gol que fez os torcedores caírem em lágrimas. O Leão lutou, chegou ao empate, mas não conseguiu reverter o resultado, sendo mais uma vez eliminado nas quartas de final. Não é atoa que o Fortaleza ganhou o apelido de “Pipoca do Nordeste”.
MACAÉ CALA 90 MIL E FAZ HISTÓRIA!
Enquanto um chora, o outro sorri. E como sorri! O feito de conquistar o acesso inédito à Série B já parecia de bom tamanho para o elenco do Macaé. Porém, sem pressão e com um time bem acertado por Josué Teixeira, o time sabia que tinha capacidade de continuar avançando de fase.
Na semifinal o adversário foi o CRB, mais uma vez um time de tradição e com muita torcida. Problema? Não para o Alvianil Praiano que já tinha calado mais de 60 mil vozes em Fortaleza. Jogando solto e sem pressão o Macaé goleou o CRB por 4 a 0 no jogo de ida, no Rio de Janeiro. No jogo da volta se segurou e arrancou um empate sem gols, garantindo vaga na final. Inédito! De bom tamanho? Não para o Leão.
A final, mais uma vez, colocava um grande e tradicional time do futebol brasileiro na frente do Macaé: o Paysandu. Mas o Alvianil Praiano não abaixou a cabeça e jogou de igual pra igual. No Rio de Janeiro, o Leão acabou empatando o jogo por 1 a 1 e, desta forma, precisava reverter o placar no Mangueirão, em Belém.
Com mais de 38 mil pessoas no estádio, sem dúvida o jogo mais emocionante desta Série C. O Paysandu saiu na frente ainda no primeiro tempo, com Airton. Desta forma, o Macaé precisava de pelo menos um gol para levar o jogo para os pênaltis, ou dois para assegurar a taça.
No final do primeiro tempo a luz no fim do túnel reascendeu com o gol de empate de João Carlos. Mas as fortes emoções estavam apenas começando. Em 30 minutos, quatro gols: dois para o Paysandu, dois para o Macaé. Resultado final: 3 x 3 e título inédito para o Alvianil Praiano, que calou os torcedores no Mangueirão.
PAYSANDU, MOGI E CRB FECHAM O G4!
O título é do Macaé, mas Paysandu, Mogi Mirim e CRB também comemoraram o acesso à Série B. O Papão fez uma campanha memorável, conquistando a vaga entre os quatro primeiros colocados do Grupo A na última partida. Esse acesso, sem dúvida, não viria se não fosse Mazola Júnior. O treinador arrumou o time e fez um grande trabalho à frente do Papão.
O Mogi Mirim também fez uma campanha que não será esquecida tão brevemente. O Sapão ficou boa parte da 1ª fase na segunda posição do Grupo B e lá terminou, com 31 pontos. Encarou o Salgueiro nas quartas de final e com uma vitória simples no jogo de ida, em Pernambuco, e um empate em Mogi, acabou ficando com a vaga.
Fechando o G4 dos clubes que conquistaram o acesso à Série B aparece o CRB. Assim como o Mogi Mirim, o Galo foi o segundo colocado do Grupo A e, nas quartas de final enfrentou o Madureira. Com duas vitórias, no Rio por 2 a 1 e em Maceió por 2 a 0, o CRB conseguiu o retorno à Série B depois de dois anos.
GUARANI ENGATINHA E NÃO VOLTA À SÉRIE B!
Enquanto alguns times menos conhecidos como o Macaé conquistaram o acesso à Série B, o Guarani, campeão brasileiro de 1978, passou bom tempo da Série C sem saber o que fazer. O início foi desastroso, ficando bom tempo na parte de baixo da tabela.
Mas na metade da competição a tradição parece ter falado mais alto. Vagner Benazzi chegou para substituir Evaristo Piza e colocou o Guarani no eixo, mas por pouco tempo. O treinador ficou três jogos à frente do Bugre, conquistou duas vitórias, um empate e colocou o time perto do G4. Marcelo Veiga chegou e manteve o sonho acesso.
O Guarani chegou à última rodada dependendo de um tropeço do Macaé e de uma vitória simples diante do Tupi, em casa. Logo no início do jogo, com menos de um minuto, o balde de água fria. O Galo Carijó abria o placar com Chico. O Bugre correu atrás, empatou ainda no primeiro tempo, mas não conseguiu reverter o placar. De nada adiantaria, já que o Macaé venceu seu jogo.
TRADICIONAIS TROPEÇAM!
O Guarani, porém, não foi o único time tradicional do futebol brasileiro que ficou pelo caminho na primeira fase da Série C. ASA, Botafogo-PB, Juventude e Caxias, times que possuem torcidas locais, não fizeram uma boa campanha e, além de não brigarem pelo G4, foram “amedrontados” pelo fantasma do rebaixamento durante um bom período.
AZULÃO E MAIS TRÊS NO FUNDO DO POÇO!
A Série C 2014 ainda marcou o fundo do poço de um time que possui tradição principalmente no futebol paulista, mas que quase conquistou a América, ficando com o segundo lugar. O São Caetano fez uma campanha muito fraca, passou a maioria das rodadas na zona do rebaixamento, e por lá ficou até o final. O Azulão conquistou 21 pontos e foi o penúltimo colocado do Grupo B, ficando à frente apenas do Duque de Caxias, time que menos pontuou na Série C: 7 pontos.
No Grupo A as duas vagas no rebaixamento ficaram com times menos tradicionais. Em penúltimo, o Treze chegou a 19 pontos e puxa a fila dos rebaixados na chave. A última posição pertence ao Crac, que mostrou muita desorganização durante a Série C, inclusive ameaçando sair da competição. O Leão conquistou apenas 10 pontos.





































































































































