Justiça bloqueia cota do Paulistão para pagar salários de funcionários da Portuguesa

O Sindesporte comemorou a conquista que acabará beneficiando a própria Lusa

Foram longos 25 dias, mas a greve dos funcionários da Portuguesa chegou ao fim nesta sexta-feira. O Tribunal Regional do Trabalho determinou em audiência

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São Paulo, SP, 16 (AFI) – Foram longos 25 dias, mas a greve dos funcionários da Portuguesa chegou ao fim nesta sexta-feira. O Tribunal Regional do Trabalho determinou em audiência na noite de quinta, que toda a cota recebida pelo clube para a disputa do Campeonato Paulista – valor de R$ 1,9 milhão – será destinada ao pagamento dos salários atrasados dos funcionários. Feliz com a determinação, o Sindicato dos Empregados de Clubes Esportivos e em Federações, Confederações e Academias Esportivas no Estado de São Paulo (Sindesporte) anunciou o término da greve.

Funcionários paralisaram os trabalhos no dia 21 de outubro (foto: Lusa News) - Lusa News

Funcionários paralisaram os trabalhos no dia 21 de outubro (foto: Lusa News)

O valor da cota do Paulistão é, segundo o próprio Sindicato, suficiente para pagar os salários atrasados de novembro e dezembro, além do 13º, que também ainda não tinha sido depositado.

O bloqueio da cota do Paulistão, por incrível que pareça, é uma conquista não só do Sindesporte, mas da própria Portuguesa. Cientes de que não teriam dinheiro para pagar os atrasados, a diretoria informou a Justiça que precisaria das cotas da competição. O problema é que o ex-volante Marcus Vinicius de Souza tinha entrado com um pedido na Justiça exigindo o valor para que suas ações trabalhistas fossem pagas.

Sem o dinheiro da cota, a Lusa terá que recorrer a investidores de fora do clube para conseguir verba para as contratações da temporada. Até o momento, a direção não informou nenhuma novidade sobre parcerias.