Ilídio Lico cogita renunciar antes da votação de impeachment na Portuguesa
O mandatário já admite enviar uma carta de renúncia do cargo de presidente
Alvo de denúncias de má administração e cooperação com o aumento das dívidas da Portuguesa, o presidente Ilídio Lico não deve permanecer no cargo
São Paulo, SP, 18 (AFI) – Alvo de denúncias de má administração e cooperação com o aumento das dívidas da Portuguesa, o presidente Ilídio Lico não deve permanecer no cargo por muito tempo. O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) já aprovou a organização de uma reunião extraordinária para votar o impeachment, mas o mandatário já admite renunciar antes mesmo da votação.
Nesta quinta-feira, haviam suspeitas de que Lico iria ao clube apenas para apresentar uma carta de renúncia, o que não aconteceu. Em entrevista ao site Lusa News, o mandatário admitiu que pretende deixar o cargo, mas ainda não deu um prazo para isso.
“Não renunciei ainda. Eu pretendo, mas ainda vou marcar uma data para fazer isso”, afirmou ao Lusa News.
As justificativas para a saída de Ilídio Lico, apresentadas desde início pelo COF são: suspensão de pagamentos trabalhistas, retirada do time de campo na primeira rodada da Série B do ano passado que rendeu mais uma multa ao clube, assinatura de contrato com a CAFES (empresa quase tornou parceira) sem a aprovação do COF, ausência do balanço financeiro de 2014 e atraso no pagamento de salários a funcionários e jogadores.
Em uma reunião organizada no dia 05 de março, o Conselho Deliberativo chegou a aprovar o pedido de impeachment do presidente, mas, devido a uma confusão ocorrida minutos antes em que o próprio mandatário chegou a agredir o presidente do COF, José Gonçalves Ribeiro, a votação foi impugnada.
Devido ao fato, agora o COF pede também afastamento de Ilídio Lico do cargo até a aprovação, em Assembleia, do Impeachment.
MAIS DE ILÍDIO LICO
Eleito presidente da Portuguesa por aclamação em novembro de 2013, Ilídio Lico só assumiu o cargo de mandatário no dia 2 de janeiro, ocupando o posto que foi de Manuel Mendes Gregório, o Manuel da Lupa, durante nove anos. Antes, ele foi um líder ferrenho da oposição e chegou a ser vice-presidente de futebol nos anos 1990.
Logo no início de sua gestão, precisou enfrentar os Tribunais, já que o clube tinha acabado de ser rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro por decisão do STJD, que tirou quatro pontos da Lusa pela escalação irregular do meia Héverton em jogo contra o Grêmio, pela última rodada do Brasileirão de 2013.
Na estreia da Portuguesa na Série B de 2014, diante do Joinville, Ilídio Lico contrariou o COF e pediu para que o então técnico do time, Argel Fucks, retornasse junto com seus jogadores para o vestiário, alegando que uma ação judicial, obtida por um torcedor, obrigava a partida a não ser realizada. Ao final, o STJD concedeu vitória por W.O ao time catarinense e uma multa de R$ 50 mil à Lusa.
Durante toda a campanha do time na Série B, a Portuguesa conviveu com atrasos salariais e inúmeras trocas de técnicos. O resultado foi a pior campanha da história do clube, fechando a competição na lanterna, com apenas 25 pontos e o rebaixamento inédito para a Série C.





































































































































