Seleção Futebol Interior do PAULISTÃO com três artilheiros e destaques da 11.ª rodada
Terminada a 11.ª rodada do Campeonato Paulista, neste final de semana, já se confirmaram as previsões da supremacia dos grandes clubes nas lideranças dos quatro grupos.
Detalhes nesta rodada é que o São Paulo passou a ter o melhor ataque, com 24 gols, um na frente do Santos. O pior é do São Bernardo, com apenas quatro gols.
Campinas, SP, 22 (AFI) – Terminada a 11.ª rodada do Campeonato Paulista, neste final de semana, já se confirmaram as previsões da supremacia dos grandes clubes nas lideranças dos quatro grupos. Normal para a disparidade financeira que reina entre os 20 participantes.
Detalhes nesta rodada é que o São Paulo passou a ter o melhor ataque, com 24 gols, um na frente do Santos. O pior é do São Bernardo, com apenas quatro gols. O Corinthians, que tinha a melhor defesa, com apenas dois gols, de uma vez só levou dois gols do valente Capivariano, que foi prejudicado pela arbitragem (Por quê será que os árbitros não erram a favor dos pequenos contra os Grandes?).
Na Seleção Futebol Interior da rodada, muitos jogadores dos grandes clubes e alguns destaques do Interior. Está armada no esquema 4-4-3 e bastante ofensiva, mesmo porque os grandes clubes continuam marcando muitos gols.

Confira a Seleção Futebol Interior da 11.ª rodada do Paulistão:
João Carlos (Ponte Preta);
Alex Reinaldo (São Bento), Álvaro (Linense), Victor Hugo (Palmeiras) e Ronaldo Mendes (Penapolense);
Marino (São Bernardo), Jocinei (Red Bull) e Boschilia (São Paulo);
Ricardo Oliveira (Santos), Alan Kardec (São Paulo) e Guerrero (Corinthians).
Técnico: Paulo Roberto Santos (São Bento)
Goleiro: João Carlos (Ponte Preta)
Sorte de um, azar de outros. Em uma noite onde o Bragantino teve dois goleiros lesionados, Gilson e Vinícius – sem contar o titular Lauro que já estava fora -, a Ponte Preta contou com João Carlos em dia inspirado. Terceira opção antes do início do Paulistão, ele aproveitou as lesões de Marcelo Lomba e Matheus para virar titular. E, desde então, não decepcionou. Contra o Braga foi muito seguro e fez boas defesas.

Alex Reinaldo (São Bento)
Na carência de jogadores para esta posição é melhor os “olheiros” observarem melhor as qualidades deste guerreiro. Não só porque faz bem o pêndulo na defesa, na cobertura defensiva como também vai ao apoio com consciência. E ainda bate bem na bola, tanto que marcou um gol de falta, que fez a virada do time sorocabano em cima do XV de Piracicaba.
Zagueiro: Álvaro (Linense)
A tentativa de escapar da zona de rebaixamento do Linense, começa por tentar deixar a defesa mais sólida. Principal pilar defensivo do Elefante desde o ano passado, o zagueiro tem a missão de comandar o setor. Contra o Ituano, na última sexta-feira, voltou a ser decisivo dando a segurança necessária para que o time não sofresse pressão jogando fora de casa. No ataque, subiu em algumas cobranças de escanteio, mas não teve o mesmo êxito que na defesa.
Victor Hugo (Palmeiras)
Em 12 jogos pelo Verdão já mostrou que tem boas condições técnicas e pode se firmar na defesa tão combatida do antigo Palestra. Ele marcou o seu segundo gol na temporada, desta vez de bicicleta, na qual ele mesmo não acreditou.

“Eu tentei fazer isso no treino de sábado e errei. Aqui eu bati do jeito que veio e a bola acabou indo para o gol”, reconheceu.
Lateral-esquerdo: Ronaldo Mendes (Penapolense)
Quem sabe jogar não escolhe posição. A velha máxima valeu para Ronaldo que entrou na improvisação como ala-esquerdo na vitória do Penapolense sobre o Eio Claro, por 1 a 0, sexta-feira à noite, em Penápolis. Co bom domínio de bola, deu qualidade ao passe do time e ainda empurrou o CAP ao ataque por seu setor. Uma bela sacada do técnico PC Gusmão. Tentou e deu certo.
Volante: Marino (São Bernardo)
Seu time não venceu, pelo contrário, há sete jogos que não vence, com seis derrotas e um empate. Só tem oito pontos e ocupa uma vaga na zona de rebaixamento. Mas Marino foi valente e tentou empurrar seu time para cima do Palmeiras. Além disso, mostrou técnica ao dar um chapéu em Arouca e outro em cima de Victor Hugo. Pode ser útil na nova etapa iniciada com o técnico Roberto Fonseca, embora tardiamente.

Volante: Jocinei (Red Bull)
Quando há três rodadas deu tudo errado e os Bulls perderam para o Osasco Audax, por 6 a 1, parecia que o castelo iria se desmoralizar. Mas a diretoria se fortaleceu, juntou os cacos e foi em busca da reabilitação. Tanto que venceu dois jogos, o último em cima do Botafogo, por 1 a 0, em Campinas. Mais uma vez Jocinei foi importante por sua participação e por sua atuação tática. Além disso, fez o gol da vitória o que o transformou no herói da vitória.
Meia: Boschilia (São Paulo)
Tudo bem que o Marília não é um Corinthians ou um San Lorenzo, mas Boschilia teve uma atuação que deveria colocar uma “pulga atrás da orelha” de Muricy Ramalho. O garoto de Piracicaba e revelado na base do Guarani está mostrando muito amadurecimento e evolução em 2015. Com mais movimentação que Ganso, ele deu mais dinâmica ao meio-campo e deu duas assistências, para gols de Ewandro e Alan Kardec.
Atacante: Alan Kardec (São Paulo)
Se o Marília não é um adversário que ofereça muita resistência, ao menos deu a oportunidade de Alan Kardec ganhar mais confiança. Hoje, ele é o terceiro na disputa por posição com Luís Fabiano e Alexandre Pato. Atuando mais centralizado e próximo a área, mostrou que não perdeu faro de artilheiro ao marcar dois gols.

Atacante: Ricardo Oliveira (Santos)
Entra na Seleção FI quem joga melhor, não importando se entrou ou não nas rodadas anteriores. Mas a crescente do atacante santista é tão grande que esta é sua terceira seleção consecutiva. E não só por sua atuação no ataque do Peixe, mas pela bela feitura em seu gol. Deu, ironicamente, um chapéu no goleiro Felipe Alves, do Osasco Audax, e depois tocou para as redes de cabeça. Irônico, porque na semana passada, quem chamou atenção foi Felipe Alves ao dar um chapéu em Ricardinho, do Ituano, num lance inusitado. Levou o troco. Coisas do futebol.
Atacante: Guerrero (Corinthians)
Outra vez foi um dos melhores jogadores do Corinthians. Quando a zaga não foi tão bem, o camisa 9 mostrou porquê é ídolo da torcida e deu conta do recado. Com muita movimentação, teve boas chances de marcar e guardou duas vezes. E joga com uma tranqüilidade incrível, sem medo dos zagueiros e também de encarar os goleiros. Resultado: sobrou, é caixa.
Técnico: Paulo Roberto Santos (São Bento)
Cada vez mais maduro e consciente, sabe tirar ao máximo do potencial de seus jogadores. E conta com um elenco reduzido em qualidade, mas valente em demasia. E foi na garra e amor à camisa, além de muita inteligência, que venceu o XV, em Piracicaba, por 2 a 1, numa bela virada. Há sete jogos o São Bento não vencia e agora ganhou um fôlego para escapar do rebaixamento.
Outro técnico que também está indo na base do grito é Paulo César Gusmão, o PC Gusmão. Ele conseguiu mais uma vitória com o Penapolense (1 a 0 no Rio Claro) e já atingiu 12 pontos, bem razoável para quem pretende escapar do rebaixamento.






































































































































