ESPECIAL! FI apresenta os dez piores treinadores de São Paulo em 2015

O pior, disparado, é João "Telê", que vem levando o Guaratinguetá à Série A3 de 2016

O pior, disparado, é João "Telê", que vem levando o Guaratinguetá à Série A3 de 2016

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Campinas, SP, 30 (AFI) – Com as três principais divisões do futebol paulista partindo para suas últimas e decisivas rodadas, o Portal Futebol Interior fez uma avaliação detalhada do desempenho do trabalho dos treinadores nos 60 times de São Paulo e alguns deles sequer conseguiram somar ponto, como Luiz dos Reis, que comandou dois times em duas divisões diferentes, assim como Tiago Batizoco e Edson Nikinha, ambos dirigindo times na A3.

Luiz dos Reis, que terminou 2.014 em alta por ter levado o Marília ao acesso da A2 para a A1, está tendo um 2.015 para ser esquecido. Reis fez seis jogos e perdeu todos, estando com 0% de aproveitamento. Luiz dos Reis começou a temporada no comando do Marília e perdeu os três que dirigiu a equipe na A1. Depois caiu de divisão e foi comandar a Matonense na A2, onde também fez três jogos e, igualmente, perdeu os três.

Bruno Quadros entrou no lugar de Luiz dos Reis no comando do Marília e, em dez jogos, não venceu nenhum, tendo feito dois pontos ganhos em trinta disputados, com ridículos 6,66% de aproveitamento. No ano passado, Bruno Quadros também já havia ido mal na Série C quando levou o Duque de Caxias-RJ ao rebaixamento, sinalizando que, como treinador, Bruno será apenas lembrando como um bom ex-zagueiro do Guarani e Cruzeiro-MG.

O pentacampeão quase colocou o XV na A2, mas a diretoria 'acordou'

O pentacampeão quase colocou o XV na A2, mas a diretoria ‘acordou’

ROQUE JÚNIOR, A DECEPÇÃO ANUNCIADA
Ainda na elite, quem também decepcionou foi o ex-zagueiro da Seleção Brasileira, Roque Junior, que nunca havia dirigido nenhum time e fez sua estreia no comando do XV, tendo um desempenho sofrível. No futebol, apenas como jogador Roque Junior conseguiu se destacar, já que já havia ido mal em outras funções como a de executivo de futebol no Paraná Clube e de “dono” de clube no Primeira Camisa de São José dos Campos.

Em seis jogos que comandou o XV, Roque Junior perdeu cinco e ganhou apenas um, deixando Piracicaba com um aproveitamento de 16,66%. Após sua saída, o XV melhorou e pode até classificar para a segunda fase do Paulistão.

A mesma performance de Roque Junior teve Marco Aurélio Moreira no Bragantino: foram seis jogos, com uma vitória e um aproveitamento de 16,6%, fazendo com que Marco Aurélio, que fez sucesso em grandes times em anos anteriores, optasse pela aposentadoria definitiva.

A2 TEM O PIOR TREINADOR DO BRASIL
Na A2, além do fracasso de Luiz dos Reis, outro destaque negativo é o dublê de treinador e investidor João Marcos Rodrigues Santos, jocosamente conhecido como João “Telê”. João Marcos “Telê” Rodrigues dos Santos, fez 13 jogos e perdeu doze, com 7,69% de aproveitamento, deixando o Guaratinguetá virtualmente rebaixado para a A3 de 2.016.

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João “Telê” chegou ao Guará para rebaixar o time na A2

No ano passado, João “Telê” já havia estado dirigindo a Lemense, na quarta divisão de São Paulo e terminou em último lugar no grupo, com oito derrotas, em dez jogos. Ou seja, João “Telê” já foi treinador em 23 jogos, dos quais perdeu vinte, fazendo dele o pior treinador da história do futebol brasileiro em todos os tempos. Ainda assim, “Telê” continua aventurando-se como técnico de futebol.

Quem também passou vergonha na A2 foi Reinaldo Adriano Rodrigues, conhecido como Adriano Kanãa. Foram seis jogos e nenhuma vitória, com três pontos conquistados e um aproveitamento de 16,66%. No primeiro jogo do Batatais, sem Adriano Kanãa, a equipe já venceu.

NA A3, DOIS TREINADORES COM 0% DE APROVEITAMENTO
Na A3, a campanha vergonhosa da Francana faz dois treinadores entrarem na lista dos piores do Estado de São Paulo em 2.015. A equipe de Franca iniciou a competição com o desconhecido Adnam Soares, que fez oito jogos e dois pontos ganhos, com 8,3% de aproveitamento. Mas seu sucessor está conseguindo ser pior. Edson Pereira de Barros, conhecido como “Nikinha”, perdeu os sete jogos que disputou.

Maluza assumiu o time interinamente e acabou de vez com as chances de permanência na A3

Maluza assumiu o time interinamente e acabou de vez com as chances de permanência na A3

Outro desempenho “nota zero” foi de Tiago Batizoco à frente do Cotia. Foram cinco jogos e cinco derrotas e, o curioso é que bastou Batizoco sair para o Cotia desandar a ganhar e hoje a equipe já soma 18 pontos ganhos.

Na Santacruzense, a equipe não vinha bem com o ex-goleiro Hiran Spagnol, mas bastou o presidente do clube, Sidnei Maluza resolver que seria treinador, para o time piorar. Como para ser treinador no Brasil basta ter um “RG”, Sidnei Maluza assumiu o time, fez quatro jogos e perdeu os quatro, mas conseguiu uma vitória na 9ª rodada quando dirigiu o time interinamente já que Hiran estava doente. A presença de um presidente de clube no banco de reservas, atuando como treinador, deixa claro que o Brasil precisa urgentemente disciplinar a profissão de técnico do futebol para que aventureiros como João “Telê” e Sidnei Maluza, entre outros, não virem treinadores.

Confira os dez piores treinadores de São Paulo em 2.015

Luiz dos Reis – 0%

Edson “Nikinha” – 0%

Tiago Batizoco – 0%

Bruno Quadros – 6,66%

João Marcos “Telê” – 7,69%

Adnam Soares – 8,3%

Roque Junior – 16,66%

Marco Aurélio Moreira – 16,66%

Adriano Kanãa – 16,66%

Sidnei Maluza – 20%