São Bento 2 x 1 Capivariano - Bentão "cava" vaga na elite do Paulistão

O time de Sorocaba não corre o risco de entrar na zona de rebaixamento na última rodada

Foi no sufoco, mas o São Bento finalmente acabou com qualquer risco de rebaixamento para a Série A2 na noite deste sexta-feira

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Sorocaba, SP, 03 (AFI) – Foi no sufoco, mas o São Bento finalmente acabou com qualquer risco de rebaixamento para a Série A2 na noite deste sexta-feira. Apesar de ter saído atrás do placar, o Bentão se recuperou e venceu o Capivariano, por 2 a 1, no Estádio Walter Ribeiro, pela penúltima rodada do Campeonato Paulista. O gol da vitória veio através de Marcelo Cordeiro, que mostrou categoria ao cobrar pênalti com “cavadinha”.

Sem perder há cinco partidas – duas vitórias e três empates -, o São Bento chegou aos 18 pontos e não corre mais o risco de ser entrar na zona de rebaixamento, já que Linense e São Bernardo ainda se enfrentam nesta rodada. O time de Sorocaba é o terceiro colocado do Grupo B. Já o Capivariano deu adeus as chances de classificação e, em quarto lugar no Grupo D, com 13 pontos, ainda corre risco de queda.

Apenas cumprindo tabela, o São Bento se despede do Paulistão na próxima quarta-feira, contra o Penapolense, no Estádio Tenente Carriço. Enquanto isso, o Capivariano joga todas as suas fichas diante da já classificada Ponte Preta, na Arena Capivari, em Capivari. Os dois jogos, assim como toda a última rodada, acontecem às 22 horas.

VIRA VIRA DO BENTÃO

A torcida do São Bento ainda entrava no Walter Ribeiro quando o Capivariano deu o primeiro susto. Hélio arriscou de longa distância e Henal se esticou todo para espalmar a bola pela linha de fundo, com as pontas dos dedos. A resposta dos donos da casa veio aos sete minutos. Nilson recebeu bom passe de Renan Mota e bateu cruzado, mas ninguém apareceu para completar. Ligeiramente melhor em campo, o Leão da Sorocabana chegou com perigo mais uma vez.

Jogadores do São Bento comemoram um dos gols que garantiram a presença do time na elite do ano que vem

Jogadores do São Bento comemoram um dos gols que garantiram a presença do time na elite do ano que vem

Wigor cruzou rasteiro e João Paulo, na tentativa de cortar, jogou contra o próprio gol. No entanto, Henal mostrou agilidade e espalmou para escanteio. Douglas saiu mal da área e entregou a bola nos pés de Serginho Catarinense, que pegou de primeira. A finalização, porém, passou ao lado do gol. Um dos principais jogadores em campo até então, o goleiro do São Bento falhou bisonhamente aos 16 minutos.

Oliveira cruzou e Henal não conseguiu segurar, soltando a bola nos pés de Rodolfo. O atacante ganhou a dividida com os zagueiros e desviou para o gol. O São Bento perdeu uma grande chance de empatar o jogo logo na sequência. Giovanni recebeu livre dentro da área, mas se atrapalhou com a bola e deu tempo para os zagueiros adversários chegarem. A torcida do Bentão reclamou de um pênalti claro não marcado pelo árbitro aos 28. Éder dominou no peito a bola e acabou sendo derrubado pelo goleiro.

O Capivariano esteve muito perto de ampliar aos 32 minutos. Vinicius aproveitou cruzamento e desviou para o gol, mas João Paulo salvou em cima da linha. No minuto seguinte, o São Bento chegou ao empate. Após bate e rebate dentro da área, Nilson ficou com a sobra e chutou no cantinho de Douglas. E a virada chegaria aos 37. Renan Mota cortou Fernando Lombardi e foi derrubado pelo zagueiro. Marcelo Cordeiro cobrou pênalti com categoria, de cavadinha e “entortou” o goleiro adversário.

CAIU DE RITMO

O São Bento teve uma grande chance de matar a partida logo aos quatro minutos do segundo tempo, mas o árbitro assinalou falta do zagueiro Wanderson em cima de Hélio. Melhor em campo, os donos da casa ainda criaram outras boas oportunidades. Giovanni cobrou falta por cima da barreira e obrigou Douglas a espalmar para escanteio. A bola tinha endereço certo: o ângulo direito.

A partida caiu bastante de ritmo no segundo tempo, já que o São Bento priorizava a marcação e procurava sair em velocidade no contra-ataque. Já o Capivariano encontrava muitas dificuldades para entrar na área adversária, tanto que Henal não precisou fazer nenhuma defesa até o apito final do árbitro.