Palmeiras 3 x 1 Mogi Mirim - Show de Dudu ofusca reestreia de Mago

Chileno entrou no segundo tempo e foi muito celebrado pelos torcedores

Chileno entrou no segundo tempo e foi muito celebrado pelos torcedores

São Paulo, SP, 04 – O Palmeiras cumpriu a obrigação antes de curtir a diversão e promoveu neste sábado a estreia de Valdivia na temporada em uma vitória tranquila por 3 a 1 sobre o Mogi Mirim, pela 14.ª e penúltima rodada do Campeonato Paulista. No jogo no estádio Allianz Parque, em São Paulo, o chileno entrou somente no segundo tempo, quando o placar já estava definido, e desfrutou da moral que tem com a torcida e da boa apresentação dos companheiros para comemorar o retorno.

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Foram quase quatro meses sem jogar. O camisa 10 atuou pela última vez em 2014, passou por um longo trabalho de recuperação física e depois de muita indecisão do técnico Oswaldo de Oliveira, finalmente estreou no ano. A partida ainda premiou os presentes pelo futebol ofensivo e bastante movimentado.

Os dois times se jogaram ao ataque e encontraram defesas desorganizadas. Bom para o Palmeiras e a sua inspirada trupe ofensiva, que tabelou, encantou a torcida e levou o clube a ocupar momentaneamente a segunda melhor campanha do Estadual, atrás apenas do Corinthians – tem 30 pontos, na liderança do Grupo C.

O Mogi Mirim precisava da vitória para se manter com chances de classificação – com a derrota, permaneceu com 20 pontos e deu a vaga ao Red Bull Brasil, com 24, que enfrentará o São Paulo nas quartas de final – e não hesitou em avançar o time desde o início. Os dois times encerram a primeira fase na próxima quarta-feira. O Verdão encara o Ituano, fora de casa, enquanto o Mogi Mirim recebe o Botafogo.

O JOGO
A postura ofensiva se encaixou como uma luva ao esquema de jogo do Palmeiras. Dudu e Robinho flutuavam nos espaços vazios, alternavam os lados e tabelavam com facilidade.

Estas condições definiram logo os rumos da partida. O Palmeiras marcou no primeiro tempo em três jogadas de encher Oswaldo de Oliveira de orgulho pelos toques rápidos e demonstração de coletividade. Um gol foi aos 11 e outro logo no embalo, aos 14. No primeiro lance, Robinho deu de calcanhar, Cristaldo tocou e Dudu entrou na área para fuzilar. Na sequência, o mesmo Dudu tabelou com Robinho para chutar cruzado e ampliar.

A vantagem mostrou um conforto no placar, mas não aliviou o palmeirense de ver as falhas defensivas do time. A zaga esteve muito mal. Vitor Hugo quase marcou contra, Victor Ramos estava inseguro, deu muitos espaços e com facilidade o Mogi Mirim chegou até a linha de fundo para cruzar.

Entre um susto e outro, a torcida via novas tabelas produtivas no ataque. Depois do time perder boas oportunidades, Dudu armou contra-ataque, tabelou com Cristaldo e retribuiu a gentileza para Robinho. Era a vez do meia marcar, em um chute forte e no canto para aos 37 minutos decretar os 3 a 0.

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Para sorte dos palmeirenses, o belo gol marcado pelo Mogi Mirim no início do segundo tempo pouco teve importância na noite de festa. O toque de cobertura de Geovane ajudou o Palmeiras a não se acomodar e quase não foi notado. À essa altura, Valdivia já aquecia na lateral do gramado e levava os alviverdes à tamanha euforia que nem as chances absurdas de gol perdidas esfriaram o ânimo.

O chileno entrou aos 19 minutos do segundo tempo e a cada vez que pegava na bola parecia hipnotizar a torcida. Os celulares queriam registrar os momentos do meia e um simples toque para o lado cativava comemoração. O camisa 10 teve dois momentos de ápice em campo. O primeiro foi quando conseguiu se livrar de quatro adversários e o outro ao tentar marcar um gol de cobertura.

Fora a entrada de Valdivia, o restante do segundo tempo pouco serviu ao Palmeiras. A equipe continuou a perder gols e até levou pressão em alguns momentos porque diminuiu o ritmo e ainda teve Vitor Hugo expulso.

A noite terminou com gritos de olé e ofereceu à equipe a chance para os jogadores pendurados levarem cartões para poder entrarem no mata-mata livres dos cartões.

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