ATUAÇÕES: Geuvânio e Ricardo Oliveira decidem no Santos e São Paulo sofre de gripe aviária
No Peixe, os autores dos gols Geuvânio e Ricardo Oliveira foram os grandes destaques
Santos construiu com naturalidade a vitória sobre o São Paulo, por 2 a 1, e carimbou sua vaga na final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras.
Santos, SP, 19 (AFI) – O Santos soube aproveitar bem o péssimo momento técnico, tático e psicológico do São Paulo. Sem até se esforçar muito, o time da Vila Belmiro construiu com naturalidade a vitória sobre o Tricolor, por 2 a 1, e carimbou sua vaga na final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras.
No Peixe, os autores dos gols Geuvânio e Ricardo Oliveira foram os grandes destaques, embora quase todo o time tenha ido bem. No Tricolor, ficou evidente que a diretoria precisa pensar o que fazer com jogadores caros e de grife como Rogério Ceni, Ganso, Pato e Luís Fabiano. É hora da faxina. Ganso e Pato, aliás, parecem contaminar o time com “gripe aviária”.
SANTOS
Vladimir – Apesar da maior posse de bola tricolor, o Santos praticamente não sofreu com o ataque adversário. Bem protegido pela defesa, foi mero espectador em quase todo o jogo. Não teve culpa no gol. Nota 5.
Victor Ferraz – Começou jogando em sua posição de origem, na direita, e não deu espaços para Michel Bastos e Carlinhos. No segundo, foi para a esquerda e seguiu cumprindo bem seu papel. Até salvou uma bola na etapa final. Nota 6.
David Braz – David Braz não é um zagueiro brilhante, mas mostrou muita segurança no clássico. Em um jogo com poucas falhas, o defensor não deu espaços para Luís Fabiano e Pato. Nota 6.
Werley – Assim como o companheiro fez um jogo seguro e de poucas falhas. Nota 6.
Chiquinho – Foi mais discreto que Victor Ferraz, mas também não comprometeu. No final, deu passe para o gol de Ricardo Oliveira. O que subiu sua nota. Com a entrada de Cicinho e a ida de Victor Ferraz para a esquerda, ele acabou o jogo na meia. Nota 6.
Valencia – Lesionou-se logo aos três minutos. Sem nota.
Renato – Com a lesão de Valencia, foi o grande pilar no meio-campo santista. Se Geuvânio, Lucas Lima e Robinho flutuam na meia, Renato guardou mais posição, fez o papel de volante, mas sem perder a velha qualidade na saída de bola. Nota 7.
Lucas Lima – Não desequilibrou como em outras partidas, mas manteve sua média de boas atuações. Teve algumas arrancadas durante a partida, mas não conseguiu ser muito efetivo. Foi mais solidário que o normal e ajudou na marcação, fechando os espaços. Nota 7.
Geuvânio – Foi o principal jogador santista no primeiro tempo. Com muita velocidade nos contra-ataques, jogou em cima do lateral Carlinhos, que claramente tem deficiências na marcação. Foi bem no primeiro tempo, quando marcou um golaço. Cansou muito rápido, chegou a vomitar em campo e precisou sair no segundo tempo. Nota 8.
Ricardo Oliveira – Teve um primeiro tempo discretíssimo onde quase não tocou na bola. Na segunda etapa, quando o São Paulo se abriu, teve mais espaços para chegar ao ataque. Finalizou duas bolas boas, sendo uma na trave, antes de marcar seu gol. Nota 8.
Robinho – Não foi brilhante como em outros jogos. No primeiro tempo, não conseguiu passar pelo zagueiro-lateral Paulo Miranda, escalado para pará-lo. Mesmo assim, buscou o jogo, chamou companheiros para as tabelas e liderou o time. Pena que saiu sentindo uma lesão muscular. Nota 6.
Lucas Otávio – Entrou no lugar de Valencia e cumpriu seu papel. Foi mais discreto que Renato, mas também não comprometeu. Nota 5.
Cicinho – Entrou na vaga de Geuvânio, mas foi atuar na lateral direita. Jogou em um momento da partida onde o São Paulo estava melhor. Sofreu um pouco na marcação, no final, mas teve participação direta no segundo gol. Nota 5.
Leandrinho – Entrou na vaga de Robinho e pouco acrescentou. Sem nota.
SÃO PAULO
Rogério Ceni – Desta vez não teve falhas, mas também não fez defesas decisivas. Pelo líder e ídolo que é, deveria assumir a responsabilidade de “arrumar a casa”. Deveria bater no peito e tentar fazer valer sua importância no clube. E não tem feito isso. Aposenta Ceni! Nota 3.
Paulo Miranda – Fez o que dele se esperava no primeiro tempo. Entrou para fechar o bom lado esquerdo santista. Cumpriu seu papel, mas também não fez nada além disso. Nota 5.
Rafael Toloi – Não teve o mesmo desempenho pífio de outros jogos. Em um time espaçado e nada compacto, a zaga acaba sofrendo. E isso serve para mostrar que Rafael Toloi é um zagueiro comum. Não chega nem perto daquele grande zagueiro que se anunciava nos tempos de Goiás. Nota 4.
Lucão – Também sofreu com a bagunça tática tricolor, sobretudo nos contra-ataques e no segundo tempo. Tem potencial, mas o momento ruim do Sampa pode queimar esta boa promessa. Acabou vencido no gol de Geuvânio. Nota 4.
Carlinhos – É difícil avaliar a atuação de um lateral que não marca nada, mas também joga em um time totalmente desorganizado. Fatalmente acaba virando vítima da um time sem padrão tático. Sofreu com Geuvânio no primeiro tempo e também pouco acrescentou no ataque. Nota 3.
Denilson – Assim como toda a defesa, é duro tecer críticas ao volante que tem de segurar a bronca em um time onde os meias e atacantes só “enganam” na hora de marcar. Denilson tem de se preocupar com os laterais e os meias, além de fazer sua função. É um jogador de muito pouca qualidade com a bola no pé. Não tem condições de ser titular do São Paulo. Mas está longe de ser o principal vilão nesta história. Nota 4.
Hudson – Se alguém salvou-se no time tricolor, este jogador foi o Hudson. Não é brilhante, não é bom jogador, mas não se omite. No primeiro tempo, até arriscou boas jogadas no lado esquerdo com Carlinhos e Michel Bastos. Fez o que pôde no meio. No segundo tempo, foi sacrificado para jogar na lateral direita. Apesar de o segundo gol ter saído por aquele lado, não merece ser responsabilizado. Nota 6.
Wesley – Por toda a pompa desde que assinara o “famoso” pré-contrato, Wesley foi uma grande decepção. No primeiro tempo, teve nos pés a chances de marcar o primeiro gol, mas falhou. Pouco apareceu e nem sendo um volante e nem um meia. Nota 2.
Ganso – O “espetacular” camisa 10 do São Paulo entrou em campo? Chegou a hora de se passar a mão na cabeça de Ganso. Ele já recebeu todas as oportunidades do mundo. Além de não estar decidindo ou brilhando tecnicamente, ainda parece um “peso morto” em campo. Nota 1.
Michel Bastos – A sequência de decisões certamente pesou nas costas de Michel Bastos. Sem o suporte de um meio-campo mais efeitivo, foi presa fácil para a arcação santistas. Nota 4.
Alexandre Pato – Você pode falar: “Ah, mas ele deu passe para o gol”… Está bem, e daí? Pato é um típico jogador indecifrável. Faz você achar que ele é craque. Mas na verdade, nem ele mesmo sabe se é um jogador de futebol. Tem até bons fundamentos, mas não tem alma. Deveria perder mais tempo com a bela namorada Fiorella Mattheis e esquecer este negócio de bola. Nota 1.
Luís Fabiano – Entrou no lugar de Paulo Miranda, brigou por espaço, mas recebeu poucas bolas. Está certo que deixou seu golzinho, mas já parece jogador em final de carreira. Nota “alta” apenas pelo gol. Nota 4.
Centurión – Entrou na vaga de Carlinhos, mas teve pouco tempo para mostrar algo. Sem nota.





































































































































