Delegado descarta hipótese de briga de torcidas na chacina de oito torcedores da Pavilhão Nove do Corinthians

Dois homens entram na sede da torcida, perto da Marginal Tietê, e executaram oito torcedores. Certamente por acerto de drogas.

Oito pessoas que estavam no local na hora foram obrigados a se agachar e receberam tiros na cabeça, num ato de execução. A sede fica debaixo da Ponte dos Remédios, próximo à Margin

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São Paulo, SP, 19 (AFI) – O delegado Arlindo Jorge Negrão, que conduz as investigações sobre a chacina ocorrida na sede da Torcida Organizada Pavilhão Nove, do Corinthians, sábado, por volta das 23 horas, garantiu neste domingo que o “fato não tem nenhum ligação com briga de torcidas”. Oito pessoas que estavam no local na hora foram obrigados a se agachar e receberam tiros na cabeça, num ato de execução. A sede fica debaixo da Ponte dos Remédios, próximo à Marginal Tietê.

Polícia em frente à sede da Pavilhão Nove: Crime estaria ligado ao tráfico de drogas

Polícia em frente à sede da Pavilhão Nove: Crime estaria ligado ao tráfico de drogas

Testemunhas não quiseram aparecer, mas informaram à polícia que viram dois homens entrarem na sede da torcida, onde o grupo preparava bandeiras e artefatos para a semifinal do Paulistão contra o Palmeiras, neste domingo, no Itaquerão. Capsulas de pistola 9 mm foram encontradas no local.

Segundo o delegado, duas vítimas tinham passagem pela polícia por tráfico de drogas e este, provavelmente, seria o motivo da chacina “num possível acerto de contas”. Talvez algumas pessoas que estivessem no local naquele horário não tivessem nenhuma ligação com os fatos, mas foram “apagados” como queima de arquivo.

Na realidade, sete deles ficaram no local e morreram ali baleados por um grupo que invadiu a sede da torcida. Uma oitava vítima teria conseguido sair da sede, MS foi perseguido e alcançado num posto de gasolina perto dali. Daí foi também alvejado. Socorrido ao Hospital das Clínicas por uma ambulância da SAMU também acabou morrendo.

EX-PRESIDENTE MORTO

Ex-presidente Fábio Neves Domingos, preso na Bolívia pela morte de Kevin Espada, estava entre os mortos

Ex-presidente Fábio Neves Domingos, preso na Bolívia pela morte de Kevin Espada, estava entre os mortos

Entre os mortos está o ex-presidente da torcida Fábio Neves Domingos, de 34 anos, e que foi um dos 12 corintianos presos e que ficaram durante quase 100 dias detidos na Bolívia. Isso por causa da tragédia ocorrida no jogo da Copa Libertadores de 2013, contra o San José, quando um garoto de apenas 14 anos, Kevin Douglas Beltrán Espada, morreu após receber na cabeça um sinalizador.

Os nomes das outras vítimas foram divulgados pela Polícia Civil e parentes passaram o domingo no IML para a liberação dos corpos. Os mortos são: Jonathan Rodrigues do Nascimento, Ricardo Prado, Marco Antonio Corassa Junior, André Luiz dos Santos de Oliveira, Mateus Fonseca de Oliveira, Jhonatan Garzillo, Mydras Schmidt e Fábio Neves Domingos.