Guarani fecha balanço de 2014 com déficit de R$ 23 milhões. E a dívida ó...

Fato de balanço ter sido divulgado sem auditoria independente pode complicar o Bugre

De acordo com o documento, o Guarani fechou 2014 com déficit de nada menos que R$ 23.176.389,95. A dívida total do clube de R$ 225 milhões para quase R$ 250 milhões.

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Campinas, SP, 01 (AFI) – Que o Guarani vive uma crise financeira, isso não é novidade alguma. O último balanço financeiro do clube divulgado nesta quinta-feira, contudo, trouxe um dado assustador. De acordo com o documento, o Bugre fechou 2014 com déficit de nada menos que R$ 23.176.389,95. Fato que aumentou a dívida total do clube de R$ 225 milhões para quase R$ 250 milhões. Os dados são referentes do período de janeiro a dezembro de 2014.

O balanço apontou que o time campineiro teve uma arrecadação de apenas R$ 3.884.718,16 nos 12 meses da temporada passada. São cerca de R$ 323.726 por mês. Por outro lado, o total de despesas foi de R$ 27.061.108,11, ou seja, média de R$ 2.255.092 por mês.

Apesar dos gastos elevados, o resultado dentro de campo foi péssimo. Na Série A2 do Paulista, ainda sob a gestão Álvaro Negrão, o time alviverde foi apenas o 13º colocado, com 22 pontos, e brigou contra o rebaixamento. Na Copa do Brasil, caiu na primeira contra o desconhecido Santa Rita-AL. Por fim, na Série C do Brasileiro, foi sétimo colocado do Grupo B, com 24 pontos, brigando contra degola.

Um dos fatores apontados pelo Conselho Fiscal bugrino para o grande déficit são os juros e a correção monetária sobre ações tributárias, cíveis e trabalhistas de anos anteriores. Segundo os dados do clube, este prejuízo chega a R$ 12 milhões só por conta destes acréscimos à dívida.

Torcedores do Guarani lamentam derrota em jogo: Bugre acumulou déficit de R$ 23 milhões em 2014 - Rodrigo Villalba/AFI

Torcedores do Guarani lamentam derrota em jogo: Bugre acumulou déficit de R$ 23 milhões em 2014

VALORES REAIS
Apesar de ter divulgado o balanço dentro do prazo estipulado pela Lei Pelé (último dia de abril), o Guarani não cumpriu o ponto em que a lei exige o parecer de uma auditoria independente. Fato que abre um precedente para que todo o Conselho Administrativo seja destituído e torne-se inelegível por cinco anos.

Segundo o artigo 46 da Lei Pelé, os balanços financeiros “após terem sido submetidos a auditoria independente, providenciar sua publicação, até o último dia útil do mês de abril do ano subsequente, por período não inferior a 3 (três) meses, em sítio eletrônico próprio e da respectiva entidade de administração ou liga desportiva”.

Um dos argumentos usados pela atual diretoria alviverde é que quando Álvaro Negrão renunciou, em setembro de 2014, nada havia sido contabilizado. Com isso, a auditoria contratada pediu um prazo de maior para apresentar o laudo financeiro, em assembleia de sócios dentro de 30 dias.