BAHIA: KGB, recordes de público e boa chance de acesso

Com trio de ataque forte e grande apoio da torcida, Tricolor tem tudo para voltar a Série A

Com trio de ataque forte e grande apoio da torcida, Tricolor tem tudo para voltar a Série A

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Salvador, BA, 07 (AFI) – Engana-se quem pensa que o Botafogo é o único campeão brasileiro a disputar a Série B nesta temporada. O Bahia, vencedor da elite do futebol nacional em 1988, tenta aproveitar o primeiro semestre inspirado, com a chegada em duas finais, e a força de sua torcida para fazer uma bate-volta rápido na Série B e voltar a ficar entre os 20 melhores times do Brasil.

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O Bahia começou a temporada fazendo o que se espera: chegar, pelo menos, a decisão do Campeonato Baiano. O Tricolor, porém, foi além e também disputou o título da Copa do Nordeste. Se no torneio regional, o time acabou superado pelo rival Ceará, no Estadual, o Tricolor não deu chances para a zebra e foi buscar uma desvantagem de três gols no segundo jogo e massacrou o Vitória da Conquista.

A principal arma dos baianos, porém, está nas arquibancadas. A equipe deve terminar com uma das melhores médias de público da competição. No primeiro semestre, o Tricolor teve uma média de 15.089 pagantes por jogos, o terceiro melhor da Série B, atrás de Santa Cruz e Ceará. O fator financeiro também deve ser preponderante. O Bahia deve embolsar R$ 27 milhões de cotas de televisão, valor maior que boa parte dos adversários por ter vindo da primeira divisão.
Dentro de campo, a esperança é o trio KGB, formado por Kieza, Léo Gamalho e Maxi Biancucchi. Os três jogadores de ataque são os artilheiros da equipe na temporada foram responsáveis por quase 60% dos gols marcados durante o primeiro semestre. Uma marca de respeito. A força mostrada nos torneios disputados neste primeiro semestre fizeram com que a diretoria segurasse a busca por reforços. Apenas três jogadores foram contratados: o meia Eduardo, ex-Ceará, o lateral Marlon, emprestado pelo Vasco, e o zagueiro Jaílton, que disputou o Paulistão pelo Penapolense.

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O CRAQUE: SOUZA
Apesar do trio de ataque de peso, o grande termômetro do Bahia está no meio-campo. Após passagem sem grande destaque por Santos e Cruzeiro, Souza recebeu a missão de municiar “a KGB” ao lado de Tiago Real, ex-Palmeiras, que tem características mais de transição e velocidade. Com isto, o camisa 8 é o homem do passe no meio-campo do Tricolor. O meio-campista não deve contentar apenas com assistências, Souza deve marcar seus gols na Série B, pois é o homem da bola parada no Tricolor.

OLHO NELE: EDUARDO
O Bahia foi tímido nas contratações, mas fez contratações pontuais. Entre as novidades está o meia Eduardo. Considerado uma jóia nas categorias de base de Fluminense e do Fortaleza, o jogador fez uma boa Série B ano passado pelo Ceará e logo deve assumir a titularidade e se tornar uma peça importante no esquema ofensivo do Tricolor.
PALPITÃO FI: LUTA PELO ACESSO
Com uma cota de TV maior que muitos adversários, grande apoio da torcida e um time forte dentro de campo, o Bahia deve brigar da primeira até a última rodada por uma vaga dentro do G4. Além disto, caso o Botafogo repita o Vasco do ano passado e não consiga fazer valer o favoritismo, o Tricolor pode sonhar sim em conquistar a taça.
FICHA TÉCNICA
Nome: Esporte Clube Bahia
Estádio: Arena Fonte Nova (capacidade total: 51.900 pessoas)
Colocação em 2014: Rebaixado no Brasileirão (18º colocado)
Time-base: Jean; Tony, Robson, Titi e Bruno Paulista; Wilson Pittoni, Souza e Tiago Real; Maxi Biancucchi, Kieza e Léo Gamalho.
Técnico: Sérgio Soares