Ponte Preta retorna ao Brasileirão com "migalhas" e sonho na permanência
Com menor cota do Brasileirão, Macaca quer ficar na primeira divisão
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Campinas, SP, 09 (AFI) – Se a crise econômica do país afeta os grandes clubes, não poderia ser diferente com um clube menor como a Ponte Preta. Adotando como política uma administração austera, o time de Campinas entra no Campeonato Brasileiro com investimentos modestos se comparados à maioria dos concorrentes. Por isso, a meta inicial é a permanência na elite. “A diferença de cotas entre as Séries A e B é enorme. E a manutenção na divisão é determinante para nossa saúde financeira”, disse o vice-presidente Giovani Dimarzio.

Recém-promovida da Série B, divisão onde ficou apenas um ano após a queda em 2013, a Ponte terá de encarar os quase sete meses de Brasileirão com uma das menores cotas entre os 20 participantes. Estima-se que receberá menos de R$ 20 milhões. Clubes como Corinthians e Flamengo devem receber quase dez vezes mais que este valor.
O orçamento limitado obriga o clube a fazer investimentos menos ousados. Com uma folha salarial que deve girar em torno de R$ 1 milhão mensais, os campineiros devem apostar na base que fez um bom Paulistão – foi eliminada pelo Corinthians, nas quartas-de-final, em um jogo igual em Itaquera.
Além do técnico Guto Ferreira, destaques do time foram mantidos para o início do Brasileiro. Entre os quais, estão o lateral-direito Rodinei, o volante Fernando Bob, o meia Renato Cajá e o atacante Rildo, que despertaram interesse em outros clubes. Do time titular, a baixa é o volante Bruno Silva, emprestado à Chapecoense. Entre os reforços, destaca-se o experiente atacante Borges, ex-São Paulo e Cruzeiro.

Apesar do elenco modesto, a Ponte sonha com voos mais altos. Na intertemporada, fez um amistoso internacional com o Orlando City-EUA, time de Kaká, onde perdeu por 3 a 1. O jogo fez parte do projeto de internacionalização da marca Ponte Preta.
Mesmo sem a arrecadação de grandes clubes, a Ponte aposta em uma gestão mais eficiente para, um dia, dar um salto de qualidade e sonhar com objetivos mais altos. Por enquanto, a permanência na elite já será comemorada como o título. Título, aliás, que nunca veio em 114 anos de história.
“Temos certeza que se este trabalho continuar a ser feito, uma hora esta bola tem de entrar”, avisou Guto Ferreira.





































































































































