Ponte Preta x São Paulo - Coincidências para arrepiar os supersticiosos!

Em 2013, a Macaca também estreou em casa contra o São Paulo, era comandada por Guto Ferreira e tinha problemas com o Majestoso

Ponte Preta quer mostrar que estas semelhanças não entram em campo contra o São Paulo neste domingo, às 18h30, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, no Moisés Lucarelli.

0002050079636 img

Campinas, SP, 16 (AFI) – Na última oportunidade em que esteve na elite, em 2013, a Ponte Preta também estreou em casa contra o São Paulo e perdeu, por 2 a 0. Naquela oportunidade, o clube também teve problemas com o Estádio Moisés Lucarelli. Se hoje o time cumpre a primeira punição da perda de dois mandos, há dois anos, teve o setor visitante interditado, o que impediu a presença de torcedores são-paulinos. São coincidências que atormentam os pontepretanos mais supersticiosos. A Macaca, contudo, quer mostrar que estas semelhanças não entram em campo neste domingo, às 18h30, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.

Aquela derrota para o São Paulo, foi a primeira de uma série de três reveses em casa. Após isso, o time perdeu para Atlético-PR, por 4 a 3, e para o Botafogo, por 2 a 0. Resultados que culminaram na demissão do técnico Guto Ferreira – que voltou em 2014 ao clube -, e chegada de Paulo César Carpegiani. O erro na troca de comando custou caro. Meses depois o time amargaria o rebaixamento no Brasileirão, sob a batuta de Jorginho Campos.

Se em 2013 os são-paulinos não puderam assistir ao jogo, por conta de reformas no setor visitante, agora, o Moisés Lucarelli não receberá torcedor algum. Seja ele alvinegro ou tricolor. A Ponte cumprirá a primeira punição de dois mandos de campo perdidos por conta das brigas da torcida com a polícia no jogo com o Joinville na Série B do ano passado. O segundo jogo com portões fechados será contra a Chapecoense, na quarta rodada.

NÚMEROS
Os dois times chegam à segunda rodada em momentos distintos. A Ponte, embora admita que sua briga é contra o rebaixamento, vem motivada pelos últimos bons resultados. Na estreia do Brasileirão, empatou com o Grêmio, por 3 a 3, em Porto Alegre. Na quarta-feira, mesmo com os reservas, goleou o Moto Club-MA, por 4 a 1, e passou à terceira fase, onde enfrentará o Coritiba.

Do outro lado, o São Paulo tenta superar o trauma pela eliminação na Libertadores contra o Cruzeiro. Se na estreia o mistão tricolor bateu o Flamengo, por 2 a 1, na última quarta, amargou a queda no torneio continental, que era o grande objetivo da temporada. Agora, restaram o Brasileirão e a Copa do Brasil para sonhar com uma taça. Algo que não acontece desde 2012, quando conquistou a Sul-Americana.

Se o momento parece mais favorável aos campineiros, a história mostra que a Ponte é uma verdadeira freguesa do Sampa. Até hoje, os dois times já se enfrentaram em 135 oportunidades. São 71 vitórias tricolores, 42 empates e 22 vitórias alvinegras. No último duelo, pelo Paulistão, o time do Morumbi venceu, mesmo com o time reserva, por 2 a 1.

OLHO NA BOLA AÉREA

Guto Ferreira insistiu nas jogadas aéreas nos treinos da Ponte Preta - Fábio Leoni/Ponte Press

Guto Ferreira insistiu nas jogadas aéreas nos treinos da Ponte Preta

Não será por falta de treinamentos que a Ponte Preta irá falhar nas jogadas aéreas defensivas contra o São Paulo, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Nas últimas quatro partidas, o time sofreu seis gols pelo alto. Os números preocupam o técnico Guto Ferreira insistiu neste tipo de jogada nos trabalhos da semana e espera ver evolução no jogo deste domingo, em Campinas.

Desde o fim do Paulistão, a Ponte fez quatro jogos e sofreu oito gols no total. Na derrota para o Orlando City, por 3 a 2, foram dois gols sofridos de cabeça. Depois, vieram mais dois de bola alçada contra o Moto Clube, nas vitórias por 2 a 1 e por 4 a 1, pela Copa do Brasil. No empate com o Grêmio, por 3 a 3, na estreia do Brasileirão, foram mais dois.

“É um índice muito elevado. Treinamos algumas situações de posicionamento para corrigir estes erros”, destacou o treinador. “Tenho confiança de que os jogadores vão assimilar bem estes trabalhos que fizemos”, completou.

Contra o São Paulo, Guto Ferreira apostará em uma formação mais ofensiva. Para isso, o atacante Diego Oliveira entra na vaga do volante Paulinho. Ainda sem o condicionamento físico ideal, o veterano Borges deve começar no banco de reservas. O principal desfalque será o atacante Rildo, com dores musculares. Ele sai para a entrada de Felipe Azevedo. Já o zagueiro Tiago Alves, suspenso por expulso, sai para entrada de Renato Chaves.

INCERTEZAS TRICOLORES
O São Paulo virou um território de incerteza, após a eliminação na Libertadores. Nem mesmo o técnico Milton Cruz, sabe se é técnico efetivamente ou interino. É quase certo, porém, que o clube vai iniciar um processo de reformulação. Aos poucos o elenco vai passar por mudanças, a diretoria deve voltar a procurar um técnico e o clube vai ter de se virar sem o faturamento de bilheteria e de premiação propiciado pelo torneio continental.

Milton Cruz vive em meio à crise do São Paulo

Milton Cruz vive em meio à crise do São Paulo

A eliminação nos pênaltis para o Cruzeiro significou o fim da participação na Libertadores de dois ícones do clube tricolor. O goleiro Rogério Ceni confirmou nesta quinta-feira, durante o desembarque do time, que se aposenta no dia 6 de agosto – quando termina o seu contrato. “É uma pena. Era a última possibilidade de jogar uma final e ser campeão”, afirmou o jogador de 42 anos. Ceni terá mais 15 jogos para disputar no Campeonato Brasileiro.

Outro já em rota de despedida do São Paulo é o atacante Luis Fabiano. Aos 34 anos e com contrato até dezembro, não deve ter o vínculo renovado. E nesta quinta-feira sentiu o descontentamento da torcida por ter perdido um dos pênaltis no estádio do Mineirão.

Ao desembarcar no aeroporto de Congonhas, ouviu xingamentos e gritos de “pipoqueiro”. “Já passei por vários momentos difíceis. Este é mais um. Sinceramente, se tiver de cumprir contrato, vou cumprir, independentemente dos idiotas que me xingam”, afirmou, enquanto tentava olhar e identificar de onde vinham os gritos.

O fim da linha para o São Paulo traz ainda um prejuízo financeiro. Se conquistasse o título, o clube ganharia cerca de R$ 15,8 milhões de premiação e conseguiria lucrar pelo menos outros R$ 10 milhões com a bilheteria se chegasse à decisão, além de atrair patrocínios pontuais.

Com uma dívida de R$ 100 milhões e previsão de déficit de R$ 54 milhões para 2015, esse dinheiro vai fazer falta e obrigar o clube a negociar jogadores. O primeiro dessa lista é o volante Rodrigo Caio, que interessa ao Atlético de Madrid. A meta do presidente Carlos Miguel Aidar é que o atleta não saia por menos de R$ 67 milhões. Outro que deve sair é Dória, emprestado pelo Olympique de Marselha.

Sobre o time que entra em campo, Milton Cruz fará mudanças. O volante Souza e o meia Michel Bastos não participaram do último treino. Somente o segundo, contudo, preocupa. Neste sábado, ele foi vetado e não viajou com o grupo. A vaga deve ser ocupada por Luís Fabiano. Na defesa, Dória também vai assumir a vaga de Lucão, que serve a Seleção Brasileira Sub-20.