Magnum x Maxion! Empresas apresentam ofertas pela compra do Brinco de Ouro

Grupos imobiliários mostram soluções diferentes para construção de novo estádio, CT e clube social

Grupos imobiliários mostram soluções diferentes para construção de novo estádio, CT e clube social

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Campinas, SP, 19 (AFI) – A novela da venda do Estádio Brinco de Ouro, em Campinas, ganhou mais um capítulo na última segunda-feira. Representantes da Maxion, que arrematou o patrimônio em leilão da Justiça Trabalhista, e da Magnum, parceira do time campineiro que também tem interesse na compra da área, estiveram na Assembléia Geral de Sócios para apresentar propostas e conversar com sócios sobre os benefícios para o clube. Após conversar com os bugrinos presentes, a Magnum protocolou uma nova oferta pela compra do estádio nesta terça-feira.

Um representante da Justiça acompanhou a reunião. A conversa foi tratada em tom informal, pois o tema não estava na pauta da Assembléia, que teve a prestação de contas da Série A2 do Campeonato Paulista como tema central.

O primeiro a falar foi o arrematante do estádio. Claudio Zaffari, representante da Maxion, apresentou uma proposta na qual oferece a construção de uma arena com 12 mil lugares, com possibilidade de expansão, uma nova sede social e um centro de treinamento. Todos no mesmo terreno, no valor de aproximadamente de R$ 35 milhões, que sairiam dos R$ 105 mi do arremate do Brinco de Ouro. O restante seria usado para o pagamento das dívidas com a Justiça do Trabalho

O grande entrave seria a compra do terreno para a construção. A oferta prevê um aporte financeiro de R$ 300 mil mensais por um ano e meio. Este valor também poderia ser usado para a compra do espaço para a construção do novo complexo esportivo com ajuda da prefeitura. A juíza Ana Claudia Torres Vianna, da Justiça do Trabalho, assumiu um compromisso de destinar parte do valor do arremate (R$ 105 milhões) para a compra de um terreno e do auxílio mensal.

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No dia 30 de março, a Justiça do Trabalho aceitou a oferta da Maxion, que se dispôs a pagar 30% do valor total à vista – algo em torno de R$ 31,5 milhões. O restante será pago em 12 parcelas de R$ 6,1 milhões. Antes do leilão, a juíza Ana Claudia Torres Vianna declarou que não aceitaria menos que R$ 126 milhões, valor mínimo imposto para que o leilão ocorresse. Porém, a Maxion foi única empresa a fazer uma oferta.

Mais tarde, no mesmo dia, Roberto Graziano (foto abaixo ao lado de Horley Senna), presidente do Grupo Magnum, falou sobre a oferta antes de protocolá-la nesta terça-feira no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, também no valor de R$ 105 milhões. O empresário afirmou que em troca do Brinco de Ouro, o Guarani receberá um estádio com capacidade mínima de 20 mil lugares, um clube social e um centro de treinamentos.

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O clube social seria construído na área onde fica o CT, o CT seria construído na área de propriedade do clube às beiras da Rodovia dos Bandeirantes, que está penhorada na Justiça. Já o estádio seria construído com os recursos que “sobrarem” destes investimentos em espaço indefinido. O dinheiro para o investimento viria dos 14% do Valor Geral de Venda do terreno do Brinco de Ouro – excluindo o hotel e o shopping -, que seria adiantado pelo empresário.

Para ter mais recurso destinado ao novo estádio, o Bugre não descarta buscar incentivos governamentais como a Lei de Incentivo ao Esporte para a construção do clube e o centro de treinamento, assim como fez a Ponte Preta.

O Grupo se comprometeu a colocar R$ 360 mil, por mês, pelos próximos dez anos, e utilizar a entrada de R$ 70 milhões para quitar as dívidas executadas na Justiça do Trabalho.

Para que o Guarani aceite a proposta da Magnum, contudo, é necessário que a Justiça Trabalhista anule o leilão do último dia 30 de março, o que foi descratado pelo juíza do TRT. Durante encontrou feitos nas últimas semanas, a magistrada quer que o imbróglio seja resolvido em até um ano. Sendo assim, o Bugre deve procurar uma nova casa apenas em 2016.

MAIS…
O terreno do estádio – a área tem em torno de 80 mil metros quadrados, localizado na região nobre da cidade, no bairro Jardim Proença -, está em penhorado desde 2011 por dívidas que, na época, ultrapassavam os R$ 50 milhões com a Justiça do Trabalho. Hoje, somente as dívidas trabalhistas executadas chegam a R$ 70 milhões. Estima-se que a dívida total do clube gira já supere os R$ 250 milhões. Nas duas ofertas, entretanto, o Guarani terá que planejar um refinanciamento de suas dívidas tributárias e fiscais.