Empresário praticamente descarta ida de Renato Cajá a outro clube brasileiro e revela multas

A multa rescisória para o mercado interno é de R$ 3 milhões, enquanto para o exterior chega a US$ 2 milhões

Empresário de Renato Cajá, Cláudio Guadagno, deu uma entrevista praticamente confirmando que o camisa 10 não vai trocar a Ponte Preta por um clube nacional.

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Campinas, SP, 09 (AFI) – O Portal FI confirmou, na noite desta segunda-feira, que o meia Renato Cajá só deixará a Ponte Preta por uma proposta do exterior. Na manhã desta terça-feira, o empresário do jogador, Cláudio Guadagno, deu uma entrevista praticamente confirmando que o camisa 10 não vai trocar a Macaca por um clube nacional.

“O Renato vive um momento maravilhoso e não é viável sair agora. Isso só acontecerá se for um negócio bom para ele e para a Ponte Preta. Ele está muito focado no Brasileiro e acha que a Ponte vai chegar longe”, afirmou o ex-lateral de Palmeiras e São Paulo, em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas.

O contrato de Renato Cajá com a Ponte prevê duas multas rescisórias, uma para o mercado interno e outra para o externo. Caso o jogador vá para um clube nacional, a multa seria de R$ 3 milhões. Se o negócio for para o exterior, o valor seria de US$ 2 milhões (cerca de R$ 6,25 milhões).

Renato Cajá disputa lance em amistoso da Ponte Preta com Orlando City: Da Macaca, jogador só sai para o exterior

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A multa para clubes brasileiros é considerada baixa e não agrada nem mesmo os dirigentes alvinegros. No entanto, até o Paulistão, este valor era ainda menor: cerca de R$ 1 milhão. A multa só foi aumentada, após uma majoração salarial. Hoje, o jogador ganha entre R$ 120 mil e R$ 130 mil.

Um dos desejos de Renato Cajá era assinar contrato por um período maior com a Ponte, que não atendeu ao jogador. Hoje, o vínculo se estende apenas até dezembro deste ano. Este é um dos fatores que influenciaram em uma multa considerada baixa, do ponto de vista do mercado do futebol.

“Isso (clube não querer contrato maior) é pertinente, porque precisam saber qual será a verba (cota de TV de 2015). Se o clube não permanecer, seria inviável um contrato mais longo”, destacou. “A carreira do atleta não é muito longa. Renato ainda tem quatro, cinco, seis anos de carreira. O lado financeiro é importante, mas também há a parte moral. Ele enxerga a Ponte como sua segunda casa”, completou.

NOMES AOS BOIS?
Nos últimos dias, especulou-se o nome de Renato Cajá em diversos clubes nacionais. Entre eles, Corinthians, Flamengo, Grêmio, Cruzeiro e São Paulo. Cláudio Guadagno confirmou que foi procurado por quatro clubes, mas não quis revelar os nomes.

“Prefiro não falar para não expor as pessoas que não conversei, mas foram quatro clubes. Todos que me ligaram, eu pedi pra falar direto com a Ponte Preta. Falei que não achava justo seria melhor eles entrarem em um acordo, concluiu.

Atualmente com 30 anos, Renato Cajá enxerga uma possível transferência ao exterior como a grande chance de conquistar a independência financeira. O jogador mesmo chegou a afirmar que o próximo contrato assinado poderá ser o último de sua carreira.

Depois de fazer grandes apresentações no Paulistão, o meia acabou valorizado. O excelente início de Brasileirão, contudo, aumentou ainda mais esta valorização. Com quatro gols em seis jogos, sendo três deles verdadeira golaços, Renato Cajá é considerado, hoje, o melhor jogador da competição.

LEI DA MORDAÇA
Além do camisa 10, outros jogadores como o lateral-direito Rodinei, o volante Fernando Bob e os atacante Biro Biro e Rildo são sondados por outros clubes. Para evitar que estas especulações atinjam o grupo, a assessoria de comunicação adotou uma postura radical, quase “xiita”: todos os treinos da semana serão fechados.

Além de fechar os treinamentos, a assessoria cancelou qualquer entrevista coletiva e proibiu os jogadores de conversarem com os jornalistas até domingo. O técnico Guto Ferreira também não falará.

Algumas entrevistas após os jogos irritaram a diretoria. Nas duas últimas partidas, Renato Cajá confirmou que recebeu propostas de outros clubes e não negou a possibilidade de deixar a Ponte Preta.