Ponte Preta x Goiás - "Dia do Fico", longe de casa há um mês, boa campanha... Haja ingredientes!

A torcida alvinegra anda sumida em 2015, mas deve lotar o Moisés Lucarelli neste domingo, contra o Goiás

Ainda sumida em 2015 - média de 4.176 pessoas por jogo -, a torcida da Ponte Preta tem inúmeros motivos para comparecer em grande número ao Moisés Lucarelli neste domingo

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Campinas, SP, 13 (AFI) – Ainda sumida em 2015 – média de 4.176 pessoas por jogo -, a torcida da Ponte Preta tem inúmeros motivos para comparecer em grande número ao Moisés Lucarelli neste domingo: 1) A Macaca está invicta no Brasileirão e brigando pelas primeiras colocações; 2) o time de Guto Ferreira tem 100% de aproveitamento em casa; 3) será o reencontro do torcedor alvinegro com o Majestoso depois de um mês; 4) será o “Dia do Fico” de peças importantes do elenco, como Rodinei, Fernando Bob, Renato Cajá e Biro Biro. O único senão é alto preço dos ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia). Mesmo assim, a expectativa é de casa cheia contra o Goiás, às 11 horas, em partida válida pela sétima rodada.

Uma das principais surpresas neste início de campeonato, a Ponte Preta somou 12 pontos nos primeiros seis jogos e ainda não sabe o que é perder. A “Macáquina”, como vem sendo chamada, venceu as duas partidas que fez em casa – contra São Paulo e Chapecoense – e está brigando pelas primeiras colocações. Longe de seus domínios, o time de Guto Ferreira também conseguiu resultados expressivos, como a goleada sobre o Vasco da Gama, por 3 a 0, em pleno São Januário, e empates com Grêmio, Cruzeiro e Santos – em todos eles, os campineiros saíram atrás do placar.

Moisés Lucarelli não recebeu torcida nas partidas contra São Paulo e Chapecoense por conta de uma punição imposta pelo STJD

Moisés Lucarelli não recebeu torcida nas partidas contra São Paulo e Chapecoense por conta de uma punição imposta pelo STJD

Por conta desses bons resultados, vários jogadores entraram na mira de grandes clubes brasileiros, causando “medo” entre os pontepretanos, mas a diretoria alvinegra bateu o pé e garantiu a permanência de todos eles. Pelo menos por enquanto, já que a janela de transferências para o mercado internacional ainda está fechada. No entanto, neste domingo, o torcedor tem que aproveitar o momento e quebrar o recorde de público no Majestoso neste ano, que é de 5.807 pagantes, contra a Portuguesa, na primeira rodada do Paulistão.

A partida deste domingo também vai marcar o reencontro da Ponte com seus torcedores depois de um mês. Por conta da suspensão aplicada pelo STJD devido a confusão em Joinville, pela Série B do ano passado, o clube venceu São Paulo (1 x 0) e Chapecoense (3 x 1) com os portões fechados. O último jogo no Majestoso com a presença de público foi no dia 13 de maio, quando a Ponte goleou o Moto Club-MA, por 4 a 1, pela segunda fase da Copa do Brasil.

Além de tudo isso, a Macaca ainda terá pela frente um adversário que está passando por um momento de instabilidade dentro do Brasileirão. Depois de começar muito bem, vencendo Atlético-PR (casa) e Palmeiras (fora), e empatando com o Vasco (fora), o Goiás caiu de rendimento e já amarga um jejum de três rodadas – derrotas para Sport e Avaí e empate com o Grêmio. Esses resultados deixaram o time de Hélio dos Anjos na zona intermediária, com oito pontos. De quebra, durante essa fase ruim, o Esmeraldino ainda foi eliminado na Copa do Brasil pelo Ituano, em pleno Serra Dourada.

DIA DO FICO
Marcelo Lomba, Rodinei, Pablo, Fernando Bob, Renato Cajá e Biro Biro são os principais destaques da Ponte Preta neste início de Campeonato Brasileiro e estão confirmados entre os titulares na partida deste domingo. Quem confirma isso não é o técnico Guto Ferreira, mas sim o vice-presidente Giovanni Dimarzio.

“Se não acontecer nenhum problema de contusão, eu afirmo que todos eles estarão presentes em campo no domingo. Eu falaria a mesma coisa na semana passada, porque tinha convicção que todos eles seguiriam na Ponte Preta”, afirmou o dirigente à Rádio Bandeirantes, de Campinas.

Nas últimas semanas, os nomes de vários jogadores estiveram em pauta de grandes clubes brasileiros. O Cruzeiro fez uma proposta oficial por Rodinei, mas a Ponte bancou sua permanência. Já Fernando Bob e Biro Biro foram sondados pelo Corinthians. Principal nome da Ponte e artilheiro do Brasileirão, com quatro gols, Renato Cajá interessou a São Paulo, Flamengo, Cruzeiro, Grêmio e Corinthians. Por conta disso, a diretoria fechou os treinamentos da semana e proibiu jogadores, além do técnico Guto Ferreira – procurado pelo Santos -, de falarem com a imprensa.

Sondado por grandes clubes brasileiros devido ao grande início de campeonato, Renato Cajá permanece na Ponte Preta para alegria da torcida

Sondado por grandes clubes brasileiros devido ao grande início de campeonato, Renato Cajá permanece na Ponte Preta para alegria da torcida

“Comissão técnica e jogadores entenderam que seria uma decisão acertada para blindar os jogadores de entrevistas que perguntariam sobre as saídas de alguns jogadores. Isso mexe com a cabeça dos atletas, da torcida… Resolvemos deixar o foco somente na partida contra o Goiás, que é de extrema importância. Foi uma decisão polêmica, mas entendemos que seria o melhor para a Ponte”, finalizou Dimarzio.

Se realmente entrarem em campo neste domingo, Marcelo Lomba, Rodinei, Pablo, Fernando Bob, Renato Cajá e Biro Biro irão fazer o sétimo jogo pela Ponte Preta e não poderão atuar por mais nenhum clube do Brasileirão, conforme regulamento da CBF. No entanto, a diretoria não descarta perder alguns jogadores para o exterior. A janela de transferência internacional fica aberta de 22 de junho até 22 de julho.

Como não tem problema por contusão ou suspensão, o técnico Guto Ferreira vai manter o mesmo time que empatou com o Santos, por 2 a 2, na última rodada. De fora dos últimos dois jogos por indisciplina, o atacante Rildo, que interessa ao Grêmio e pode ser negociado a qualquer momento, deve ser novamente relacionado, mas iniciando o jogo no banco de reservas.

ESMERALDINO ESPERA DIFICULDADES

Precisando da vitória para aliviar o clima tenso que se instalou no clube devido aos últimos resultados, o técnico Hélio dos Anjos sabe que o Goiás vai encontrar muitas dificuldades em Campinas, neste domingo. Apesar de ter elogiado o conjunto da Macaca e destacado a volta dos torcedores pontepretanos ao Majestoso, o comandante esmeraldino se preocupa com um jogador em especial. E ele atende pelo nome de Renato Cajá.

“É um dos grandes jogadores do campeonato. Acho que, em nível individual, podem aparecer mais uns quatro ou cinco para brigar com ele por essa condição. Os times vão crescer. Daqui a pouco, outros podem surgir, mas o Cajá é um jogador que já rodou muito e está sendo excepcional mias uma vez na Ponte Preta”, elogiou Hélio dos Anjos, que completou: “A Ponte é um time que casou e usou o Paulistão como laboratório. É um time interessante e que faz prevalecer o mando de campo. Pela primeira vez vai ter o apoio da torcida. Esperamos uma dificuldade imensa, mas também confio na nossa equipe”.

Hélio dos Anjos espera um jogo bastante complicado em Campinas, mas confia no elenco esmeraldino

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Hélio dos Anjos praticamente definiu o time que vai iniciar a partida de domingo após um treinamento realizado nesta sexta-feira. O lateral-direito Everton sofreu um estiramento no ligamento colateral do joelho por conta de uma pancada na atividade da última quinta e foi vetado pelo departamento médico. Assim, o jovem Clayton Sales ganha uma oportunidade como titular. Na esquerda, Rafael Forster retorna depois de cumprir suspensão automática, diferente do meia Péricles, que fica novamente à disposição, mas inicia o jogo no banco de reservas.

Insatisfeito com o desempenho de Alex Alves nas últimas rodadas, Hélio dos Anjos vai testar Fred ao lado de Felipe Macedo. Erik, eleito a revelação do Brasileirão do ano passado, continua afastado pela comissão técnica por conta de indisciplina. Na última quarta-feira, o atacante participou de uma reunião com a diretoria e ouviu de que só voltaria a ser relacionado se mudasse seu comportamento durante o dia a dia.

“O motivo do afastamento foi o seu não comprometimento. São vários fatores… Não estava com bom relacionamento com os colegas, vinha chegando em cima da hora nos treinamentos, sem envolvimento com o grupo”, comentou o presidente Sérgio Rassi.