Santos 1 x 0 Corinthians - Peixe respira e aplica mais uma derrota em clássico para o Timão

Peixe fez um grande primeiro tempo e mereceu sair de campo com a vitória

O Santos venceu o clássico contra o Corinthians por 1 a 0, neste sábado, na Vila Belmiro, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro

Santos, SP, 20 – O Santos venceu o clássico contra o Corinthians por 1 a 0, neste sábado, na Vila Belmiro, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, e estes três pontos foram cruciais. O time saiu da zona de rebaixamento – tem agora 10 pontos, em posição intermediária – e tirou o maior rival do G4 – ficou com 13 pontos e foi ultrapassado pelo Atlético Mineiro. Foi um resultado mais que perfeito e que alivia a pressão sobre o técnico Marcelo Fernandes.

A partida foi transmitida pela Rádio Futebol Interior em parceria coma rádio Mantiqueira, de Poços de Caldas, para todo o Brasil.

O JOGO

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O Corinthians recebeu um choque de realidade. O desmanche abalou as estruturas do time do técnico Tite, refém de um elenco carente de um bom atacante. Não se faz gol sem chutar a gol. A “pressão” nos minutos finais e as bolas nas traves que quase deram o empate ao clube de Parque São Jorge foram fruto mais da força de vontade em um jogo muito modificado por causa das duas expulsões – uma de cada lado.

O Santos foi melhor como equipe nos 90 minutos. No primeiro tempo, abriu o placar logo aos nove minutos com Ricardo Oliveira, por pouco não fez o segundo com Geuvânio e rondou a área de Cássio. O time da Vila Belmiro foi superior e envolveu o Corinthians. Marquinhos Gabriel e Rafael Longuine supriram a ausência de Lucas Lima. Eles se movimentavam bastante e buscavam Gabriel ou Ricardo Oliveira.

O lance do gol foi um exemplo. Rafael Longuine fez um lançamento preciso para Ricardo Oliveira. O atacante ganhou de Edu Dracena com muita facilidade e bateu cruzado, rasteiro, por baixo do corpo de Cássio.

Os espaços da defesa do Corinthians deixados por Fagner e Edu Dracena se transformaram em um prato cheio para Gabriel e o ataque do Santos. O rival sequer conseguia responder. Vagner Love, que herdou a 9 de Guerrero, não possui uma característica vital para um pivô: não prende a bola. Além disso, jogou isolado.

Gil sofreu para marcar os velozes atacantes santistas

Gil sofreu para marcar os velozes atacantes santistas

A equipe de Tite estava presa e sem criação no meio de campo. Não havia pressão na marcação. Muito pelo contrário, o time se plantou atrás. Havia muita burocracia e pouca imaginação com o trio Jadson, Renato Augusto e Petros. O vigor físico e a velocidade do colombiano Mendoza também não levavam a lugar nenhum. A defesa corintiana esteve desligada e qualquer jogada em cima de Edu Dracena e Gil levava perigo a Cássio.

PRESSÃO PARA NADA
Na volta do intervalo, o Corinthians conseguiu ao menos ficar mais tempo com a bola em seu controle e o jogo mudou de configuração. Ao Santos era interessante e cômodo apostar no contra-ataque. Ao rival não havia alternativa se não tentar buscar o empate.

Foi neste contexto que Tite mexeu no time. Sacou Petros e colocou Luciano. Deu certo. O Corinthians atacou mais, arriscando a sofrer um gol no contra-ataque. O que mudou o panorama do jogo foram as expulsões de Rafael Longuine e de Fagner. O vermelho que o corintiano recebeu complicou a vida do time. Duas bolas na trave evitaram o empate corintiano – uma cabeçada de Luciano e um chute de Edílson. Essas foram as duas únicas chances de gol da equipe em 90 minutos.

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