Brasileirão pode fazer sua décima vítima em oito rodadas nesta segunda-feira

A diretoria do Goiás vai se reunir nesta segunda-feira para definir o futuro de Hélio dos Anjos

O número pode aumentar para dez nesta segunda-feira, quando a diretoria do Goiás vai se reunir para definir o futuro de Hélio dos Anjos

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Goiânia, GO, 21 (AFI) – A mentalidade dos dirigentes brasileiros parece que não muda de um ano para o outro. Passadas oito rodadas, ocorreram nove mudanças de treinadores e esse número pode aumentar para dez nesta segunda-feira, quando a diretoria do Goiás vai se reunir para definir o futuro de Hélio dos Anjos. E a culpa não é dele pela campanha de altos e baixos realizada pelo Esmeraldino neste início de Brasileirão.

Com o objetivo de colocar as contas em dia nessa temporada, o Goiás decidiu apostar nos jogadores revelados pelo próprio clube e sem nenhum grande medalhão no elenco, tanto que ninguém recebe um salário superior a R$ 50 mil. Mesmo assim, o Esmeraldino não está na zona de rebaixamento e na frente de clubes que investem bem mais, como Flamengo, Coritiba e Vasco da Gama.

Hélio dos Anjos pode ser mais uma vítima da mentalidade pequena dos atuais dirigentes brasileiros

Hélio dos Anjos pode ser mais uma vítima da mentalidade pequena dos atuais dirigentes brasileiros

A reunião desta segunda-feira vai determinar se Hélio dos Anjos continua ou não no cargo, já que alguns dirigentes estão preocupados com os recentes resultados. Depois de um bom início no Brasileirão, o Goiás caiu de rendimento e já não sabe o que é vencer há cinco rodadas. Após a derrota para o então lanterna Joinville, por 2 a 1, neste domingo, o treinador assumiu a responsabilidade.

“Vamos ter que enfrentar (a pressão). Ninguém fez isso. Fomos nós que ganhamos apenas um ponto nos últimos jogos. Fomos nós que não conseguimos definir um jogo quando tudo era adversidade para o adversário. Vamos ter que assumir a responsabilidade. Ela é minha, principalmente”, comentou Hélio dos Anjos.

Aos 57 anos e com passagens por inúmeros clubes brasileiros, como Joinville, Avaí, Juventude, Vitória, Náutico, Atlético-PR, Remo, Santo André, Sport, Grêmio, Vasco, Fortaleza, Figueirense, Atlético-GO e Caxias, entre outros, Hélio dos Anjos assumiu o Goiás em abril deste ano e conquistou o Campeonato Goiano.

NOVE MUDANÇAS!
Até aqui, em oito rodadas realizadas, já aconteceram nove mudanças nas comissões técnicas. A primeira foi logo na segunda rodada, quando Luiz Felipe Scolari deixou o Grêmio. Mais tarde, a

Felipão não suportou pressão no Grêmio

Felipão não suportou pressão no Grêmio

diretoria iria anunciar o ex-jogador Roger Machado como substituto. Já a última aconteceu neste domingo, quando Doriva entregou o cargo no Vasco da Gama. Celso Roth deve ser confirmado nesta segunda-feira no lanterna do Brasileirão.

Além de Grêmio e Vasco da Gama, outros sete times mudaram a comissão técnica. Depois de efetivar Milton Cruz, a diretoria do São Paulo contratou o colombiano Juan Carlos Osório. Ricardo Drubsky deu lugar para Enderson Moreira no Fluminense, Vanderlei Luxemburgo deixou o Flamengo, que contratou Cristóvão Borges, e acertou com o Cruzeiro, que havia demitido Marcelo Oliveira.

O técnico bicampeão brasileiro ficou poucos dias desempregados, pois assumiu a vaga de Oswaldo de Oliveira no Palmeiras. No Coritiba, Marquinhos Santos foi substituído por Ney Franco e Adilson Batista substituiu Hemerson Maria no Joinville.

Confira os clubes não mudaram de treinador no Brasileirão:

Sport (Eduardo Baptista),

Marcelo Oliveira, bicampeão pelo Cruzeiro, não suportou a pressão e acabou no Palmeiras

Marcelo Oliveira, bicampeão pelo Cruzeiro, não suportou a pressão e acabou no Palmeiras

Atlético-PR (Milton Mendes),

Atletico-MG (Levir Culpi),

Corinthians (Tite),

Ponte Preta (Guto Ferreira),

Avaí (Gilson Kleina),

Santos (Marcelo Fernandes),

Goiás (Hélio dos Anjos),

Figueirense (Argel Fucks),

Chapecoense (Vinícius Eutrópio),