Série C: Guarani tem novo recomeço após a gestão negativa da Era Lucas Andrino no Brinco de Ouro
O Guarani retoma neste final de semana a sua caminhada rumo ao acesso dentro do Campeonato Brasileiro da Série C, sem o antigo gestor que gerou prejuízo de R$ 10 milhões
Recaíram nas costas de do ex-gestor as maiores queixas de dirigentes, conselheiros e torcedores pelos últimos fracassos do Guarani
Campinas, SP, 26 (AFI) – O Guarani retoma neste final de semana a sua caminhada rumo ao acesso dentro do Campeonato Brasileiro da Série C. No sábado cedo, em Tombos, vai enfrentar a Tombense, pela quinta rodada. Uma profunda reformulação aconteceu no período de paralisação da competição, durante a Copa América, devido os inúmeros erros cometidos pela gestão de Lucas Andrino, que acabou sendo afastado do cargo após seguidos insucessos.
Recaíram nas costas de do ex-gestor as maiores queixas de dirigentes, conselheiros e torcedores pelos últimos fracassos do time. Embora fosse um homem educado, com boa fluência verbal, ele era muito questionado por seus conhecimentos para administrar um clube de futebol do porte do Guarani.
Ele foi o principal responsável pelas contratações feitas para a disputa do Campeonato Paulista da Série A2, onde o time ficou no meio do caminho na sua luta pelo acesso, e agora na Série C. Em quatro jogos, o Bugre empatou três e perdeu uma vez, tendo apenas três pontos e ocupando a oitava posição do Grupo B.
PREJUÍZO DE DEZ MILHÕES
O prejuízo causado por Lucas Andrino, segundo seus críticos, pode passar de R$ 10 milhões já que o acesso do Guarani para a elite do Campeonato Paulista de 2016, além da cota mínima de R$ 5 milhões, abriria várias possibilidades comerciais ao clube campineiro. Agora, disputando a Série A2 pelo terceiro ano consecutivo, a cota do Guarani será de apenas R$ 180 mil.
Andrino assumiu após o final da Série C do ano passado. No dia 13 de outubro, logo depois da aclamação de Horley Senna. “Sem pulso” ele deixou o clube dia 2 de junho. Teve dois técnicos – Marcelo Veiga e Ademir Fonseca – o único jogo após a Era Andrino, empate por 1 a 1 com o Juventude na Série C. Como dirigente, viu o clube jogar 22 jogos: dez vitórias, oito derrotas e quatro empates – 51% de aproveitamento.
Neneca, Cris, Thiago Cristian, Dennis e Arthur foram mais algumas das invenções do dirigente. Adalgísio Pittbul, Nunes, Paulo Roberto, Caio Mancha, Thiago Cristian, Preto Costa e Reniê, que foi contratado, mas estava suspenso por doping.

LIMPEZA DE ÁREA
Para “limpar a área” no futebol, a pedido do presidente Horley Senna, que foi o porta-voz de vários dirigentes, Andrino foi afastado do clube. Para tanto seria necessário a concordância de Roberto Graziano, proprietário da Relógios Magnum, e de um grupo empresarial que investe no futebol do clube.
Para seu lugar foi contratado, por um valor inferior, Waldir Lins, ex-jogador formado no próprio Brinco de Ouro e que nos últimos anos abraçou a carreira de gerente e supervisor de futebol. Teve passagens positivas recentes pelo Linense e também pelo Mirassol.
Na parte técnica, após os comandos de Marcelo Veiga, agora no Botafogo de Ribeirão Preto, e que iniciou o Paulista A2. E de Ademir Fonseca, que terminou a Série A2 e iniciou a Série C do Brasileiro, houve a contratação do técnico Paulo Roberto Santos, que comandou o São Bento, de Sorocaba, durante o Paulistão 2015.
ERA PAULO ROBERTO
Com a chegada do novo técnico, profundo conhecedor do futebol do Interior, foi iniciada a reformulação do elenco, para adequá-lo à disputa da Série C.
Aportaram no Brinco de Ouro, alvo de leilão polêmico, alguns jogadores indicados por ele como o goleiro Henal, do São Bento, o zagueiro Pitty, do Rio Claro, o atacante Anderson Cavalo, artilheiro do Paulista A3, com 17 gols, pela Votuporanguense, vice-campeã e que ascendeu à Série A2. Também chegaram os meias Serginho Catarinense, do São Bento, e Allan Dias, ex-Red Bull.
O clube fez um período de intertemporada na cidade de Sorocaba, que Paulo Roberto avaliou como proveitosa.
“Foi interessante, porque todos focaram no trabalho físico, técnico, tático e também psicológico. Pudemos nos conhecer melhor, nos aproximar mais e ter a unidade necessária para um grupo vencedor”, explicou o comandante, que seguiu com a delegação nesta quinta-feira para Minas Gerais, perto da cidade de Tombos. Uma viagem desgastante de 800 quilômetros.
“Vamos ter ainda alguma dificuldade com a falta de entrosamento. Mas com dois ou três jogos já teremos um bom rendimento e vamos buscar pontos e a vaga na segunda fase”, prometeu confiante.





































































































































