Apito sujo: quem não tiver pecado, atire a primeira pedra
Não é o primeiro escândalo, nem será o último. Até porque, o ladrão de hoje será o ladrão de amanhã, que pode beneficiar o chorão de ontem.
A corrupção é uma velha senhora que não desiste nunca. E em todos os setores. Depois dos ladrões da FIFA, agora o escândalo – Carlos Amarilla. Alguma novidade? Não.
São Paulo, SP, 25 (AFI) – A corrupção é uma velha senhora que não desiste nunca. E em todos os setores. Depois dos ladrões da FIFA, agora o escândalo – Carlos Amarilla. Alguma novidade? Não. O Corinthians chora lágrimas de esguicho. Não é o primeiro escândalo, nem será o último. Até porque, o ladrão de hoje será o ladrão de amanhã, que pode beneficiar o chorão de ontem.
Isto nos remete à história de Maria Madalena, que alguns fariseus queriam apedrejar:
“Senhor, ela é adúltera, pecou!”.
Cristo respondeu:
“Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”. Ninguém se atreveu.
O Brasil ganhou a Copa de 1962 com ajuda do apito sujo.
A Espanha teve um pênalti de Nilton Santos não marcado.
Em 1982, o Brasil escapou da derrota para a União Soviética com o apito sujo de Lhamo Castilho. Antes da Copa, Lhamo andou por aqui e o indefectível Mozart Di Giorgio armou um bacanal para o homem do apito. Na Copa, Lhamo devolveu a farra com juros e correção monetária. Luisinho cometeu dois penais não marcados.
Os casos de apitos sujos são muitos. Que não se lembra de Javier Castrilli? O homem veio de jatinho de Buenos Aires, ficou num hotel de luxo e com um fiscal. Nome dele: Alfredo Loebeling. A ordem foi esta: “Fique na cola de Castrilli”. Temia-se uma cooptação. Um dia antes do jogo, o vigia se atrasou e Castrilli passou o dia fora do hotel. No jogo, todo mundo sabe o que aconteceu. Castrilli operou a Portuguesa e o Corinthians avançou na competição. Depois, a Lusa aceitou um cala-boca. Igualaram sua cota de jogo com os grandes.
Castrilli fez o serviço, o patrocinador gostou e tudo bem.
Certa vez aconteceu com o Corinthians no Campeonato Paulista no jogo com o São José. Meteram uma bolinha fria no sorteio da arbitragem. Esperavam Romualdo Arpi Filho, deu José Roberto Wright. O Corinthians foi eliminado vergonhosamente.
Na Libertadores, quem comandava o jogo de bastidores era Nicolas Leoz, Julio Grondona, Eduardo de Roca e o uruguaio Eugenio Figueiredo. Os argentinos e os uruguaios sempre valorizaram a Libertadores, um balcão de venda de seus jogadores para a Europa. Por isso, o apito sempre funcionou para os dois países.
Certa vez, o São Paulo teve uma ajuda contra o Velez Sarsfield no Morumbi. Um pênalti claro – lance de basquete. O Velez avançou e o São Paulo dançou. Não valeram as gentilezas que o São Paulo fez a Nicolas Leoz, operado do coração no Incor às expensas dos donos do Morumbi.
O Santos também teve benesses do apito sujo, mesmo com aquele timaço. Certa vez, na reunião do CD do Santos, os conselheiros questionavam uma conta do balanço. O ínclito Modesto Roma rebateu no microfone:
“Esse dinheiro que falta aí é porque eu desci ao covil dos ladrões”. Apito sujo, sem dúvida.
O Palmeiras também se valeu da força política e financeira da Parmalat. Demonizaram o árbitro José Aparecido de Oliveira. Ele ficou doente, livrou-se de um câncer e hoje é um próspero advogado.
Os donos da multinacional do leite se deram mal. Um foi condenado aqui, mas se livrou da pena. O capo foi preso na Itália por lavagem de dinheiro. O negócio deles não era lei, nem futebol.





































































































































