Segundona: Osvaldo Cruz vai até Tanabi, mas ninguém sabe se vai continuar depois
Mesmo sem saber o futuro, o time vai enfrentar até Tanabi, neste domingo cedo, pela 12.ª rodada da competição.
O anúncio, sexta-feira, do presidente Carlos Espinoza de que o Osvaldo Cruz desistiria da disputa do Campeonato Paulista da Segunda Divisão causou alvoroço
Osvaldo Cruz, SP, 4 (AFI) – O clima é de final de feira, mas ao mesmo tempo é de esperança. Após o anúncio, sexta-feira, do presidente Carlos Espinoza de que o Osvaldo Cruz desistiria da disputa do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, um grande choque causou nos esportistas da cidade. Mesmo sem saber o futuro, o time vai enfrentar até Tanabi, neste domingo cedo, pela 12.ª rodada da competição.
“Infelizmente não há recursos para tocar o time. Por isso estamos com dificuldades fora de campo, como uma alimentação precária e com atrasos de salários”, explicou Espinoza à cidade, dizendo que iria manifestar sua decisão à Federação Paulista de Futebol (FPF). Ao mesmo tempo, ele colocou a presidência à disposição.
“Quem sabe aparece alguém em condições de tocar o time, pelo menos, até o final da temporada”, afirmou Espinoza que assumiu o comando do clube em 2013, com a missão de estruturar a base e ser um clube-formador. Na época ele substituiu ao experiente Walter Zaparolli, que já tinha sofrido com quatro grupos investidores e que só “deram bola fora”.
Gilmar Tadeu, técnico do Azulão, convenceu os jogadores a irem até Tanabi, na esperança de que haja uma solução em breve para “salvar o time do caos”.
“Há 30 anos vivo futebol e nunca vivi situação tão complicada. Mas vamos tentar até o último instante”, comentou.
O Osvaldo Cruz tem 12 pontos, em sétimo lugar do Grupo 1. Não tem chances de brigar pelo G4, zona de classificação, mas pode seguir na competição. O Tanabi é o oitavo colocado, com nove pontos.
FEDERAÇÃO DEVE MUDAR
O exemplo do Osvaldo Cruz é um em vários que acontecem no Interior de São Paulo. A nova administração da Federação Paulista de Futebol (FPF) já manifestou o interesse de selecionar melhor os participantes da Segunda Divisão de 2016. É claro que menos cidades serão representadas, mas a competição deve ganhar em qualidade.
“O futebol exige muita disciplina, planejamento e seriedade. Se é profissional, então precisa de uma gestão profissional. Se não tiver, não terá mais espaço para o futebol”, afirmou um dirigente de segundo escalação da FPF que não quis se identificar. Até poderia, porque trata-se da pura realidade.





































































































































