Outros dois jogadores entram na Justiça contra o Guaratinguetá e advogado prevê debandada

Jaílson e Cássio foram ‘deixados de lado’ pelo gestor e técnico do time, João “Telê” nos últimos meses

Jaílson e Cássio foram ‘deixados de lado’ pelo gestor e técnico do time, João “Telê” nos últimos meses

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Guaratinguetá, SP, 08 (AFI) – Um dos piores times do futebol brasileiro, que era conhecido como Garça do Vale e agora acabou apelidado de “Ibis do Vale“, o Guaratinguetá está à beira de um caos. Isso porque depois do zagueiro Patrick, outros dois jogadores entraram com ação na Justiça do Trabalho contra o clube, mal administrado e com risco de ser rebaixado pela segunda vez na temporada – caiu na Série A2 no primeiro semestre.

Jaílson e Cássio foram ‘deixados de lado’ pelo gestor e técnico do time, João “Telê”. Os dois jogadores participaram da maioria dos jogos do time no Campeonato Paulista deste ano, mas em seguida foram avisados que não fariam parte do elenco para a Série C, mesmo os dois tendo contrato vigente por pelo menos até o final do ano.

Pior do que isso. O clube não vem cumprindo com as suas obrigações. Todas elas detalhadas e aceitada antes da assinatura do vínculo. O Guaratinguetá não paga os salários da dupla a três meses, e também não recolhe o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o INSS a seis. Situação que obriga os jogadores a dependerem de terceiros para o pagamento de despesas básicas do dia a dia.

Quem está a frente do caso são os advogados do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo, Filipe e Thiago Rino. Eles pedem a rescisão indireta do contrato de trabalho de Cássio e Jaílson. Ambas as ações estão em conclusão e até o final da semana deverão ser deferidas pelo magistrado responsável.

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RESCISÃO E DIREITOS
Em contato com o Portal FI, Filipe Rino disse que as ações foram ingressadas na terça-feira. O advogado mostrou confiança pela solução do caso e lembrou que, mesmo após a rescisão indireta, os jogadores terão o direito de receber os salários que seriam (ou pelos menos deveriam) ser depositados até o fim do contrato.

O vínculo de Jaílson vai até o dia 30 de dezembro de 2015, enquanto o de Cássio até 31 de janeiro de 2018.

“As ações são praticamente as mesmas que recebemos frequentemente no sindicato. De clubes que não cumprem suas obrigações. Dirigentes que não tem compromisso nenhum com os atletas e acham que sairão impunes. Não tenho dúvidas de que o juiz irá deferir o pedido de rescisão dos jogadores”, comentou.

MAIS AÇÕES EM BREVE
Filipe Rino acredita que nos próximos dias mais jogadores deverão acionar a Justiça para deixar o clube e atuar em outro, independente de São Paulo ou não. Ele fala em debandada.

“É bem possível que mais jogadores procurem o sindicato. Ninguém quer ficar num clube sem receber. A maioria ainda não fez sete jogos pelo Guaratinguetá, por isso podem acertar com outro clube do futebol brasileiro. E esta acaba sendo a única e melhor solução”, concluiu o advogado.

Em meio as ações, o Guaratinguetá é o lanterna do Grupo B da Série C, com três pontos ganhos.