Série B: Paraná tenta reverter perda de seu estádio na Justiça sem apoio público ou privado

Sem apoio da Prefeitura de Curitiba, advogados do clube admitem dificuldade em vitória

Nesta quarta-feira, o Paraná batalha, em julgamento no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª região, em Porto Alegre

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Curitiba, PR, 15 (AFI) –Nesta quarta-feira, o Paraná batalha, em julgamento no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª região, em Porto Alegre, para retomar a posse do terreno do estádio Durival de Britto, seu principal estádio. Caso não consiga modificar a decisão de 2013, favorável à União, caberá ao clube um último recurso, no Superior Tribunal de Justiça (STJD), em Brasília.

Em 2013, o TRF determinou a penhora do local ao entender que ele pertence a União. A disputa judicial já dura 44 anos, em época que o Paraná Clube sequer existia. Em 1971, o Ferroviário – que utilizava o Durival de Britto – se fundiu com o Palestra e o Britânia, fundando o Colorado, clube em 1989 faria fusão com o Pinheiros, fundando o que hoje é o Paraná Clube.

Estádio Durival de Britto pode acabar no colo da União

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Neste período, a Rede Ferroviária federal (RFFSA) entrou com uma ação justificando que a área do Durival de Britto era de sua propriedade, mas o Colorado conseguiu vencer e ficar com o estádio. No final dos anos 1980, entretanto, a Rede se tornou propriedade da União, que voltou a exigir o local e garantiu a posse em 2013.

O corpo jurídico do Tricolor esperava apoio da Prefeitura Municipal de Curitiba no caso. Segundo acordo entre as duas administrações, o local seria repassado para o município, que em troca, doaria a praça esportiva da Vila Olímpica do Boqueirão para que o Paraná Clube construísse um novo estádio.

Como aconteceu em 2013, porém, a Prefeitura já indicou que não entrará no caso, deixando o clube praticamente sozinho e com grandes chances de perder mais uma vez na decisão judicial.

Segundo o próprio corpo jurídico do Paraná, sem o apoio da prefeitura, dificilmente haverá vitória no julgamento desta quarta-feira.