Série C: Vice-presidente Clóvis Santos comenta o planejamento do Tupi para a competição
Em entrevista ao tupifc.esp.br, o vice-presidente do Conselho Gestor do Tupi, Cloves Santos, fala de como chegou ao estágio atual de planejamento
A fase é boa e a campanha do Tupi na Série C do Campeonato Brasileiro vem superando as expectativas.
Juiz de Fora, MG, 15 (AFI) – A fase é boa e a campanha do Tupi na Série C do Campeonato Brasileiro vem superando as expectativas. Mas para o bom desempenho acontecer dentro de campo, o trabalho e o planejamento fora dele têm que ser realizado antes e durante a competição. Se o Carijó hoje é líder do grupo B e caminha focado na classificação para a disputa do sonhado acesso, principal objetivo da temporada, as condições para que isso possa se concretizar foram criadas não só no início dos planos para 2015, mas com lições aprendidas através dos últimos anos.

Em entrevista ao tupifc.esp.br, o vice-presidente do Conselho Gestor do Tupi, Cloves Santos, fala de como chegou ao estágio atual de planejamento para o clube de Juiz de Fora dar o passo seguinte nacionalmente. O dirigente conta um pouco da trajetória que levou a diretoria a tomar decisões que hoje levam o clube a firmar o pé na Terceira Divisão com boas perspectivas de brigar mais uma vez pela vaga na Série B 2016. Conta também um pouco do que projeta para o futuro do Alvinegro de Santa Terezinha, e deseja uma maior aproximação com o principal motivo de existência do clube: o torcedor.
Como se chegou às decisões e ao planejamento que hoje faz com que o clube lute novamente pelo acesso à Série B?
Estudei muito o Tupi, seus resultados e o perfil do clube. Fiquei praticamente três anos na diretoria só ouvindo e procurando entender como o futebol funcionava. Entendi que não chegaria aqui e modificaria tudo. Transformar teoria em prática precisa de tempo e organização. Além disso, o futebol é cercado de muita coisa inesperada, nesse momento, por exemplo, temos vários jogadores sendo assediados diariamente por pessoas que no meu entender não deveriam estar nesse meio. Temos que nivelar por cima, e no futebol tem muito abutre esperando para dar o bote( Me refiro à alguns empresários sem ética ).
Nessa temporada, o planejamento do Tupi deu total prioridade para a segunda metade do ano. Como foi tomada essa decisão?
Esse ano quando declarei que o Mineiro não era prioridade para o Tupi, fiz consciente e defendendo um planejamento que não foi construído ontem. Foi estudando números, dificuldades e a relação custo/beneficio. Entendo que o Mineiro é prejudicial aos clubes do interior. Defendo que a vaga para a Copa do Brasil deve sempre ser via ranking, respeitando times que disputam a Série C do Brasileiro. É fácil explicar: imagina clubes que historicamente não têm segundo semestre ou que disputam a Série D tendo que enfrentar o Ceará em julho… qual time entraria em campo? O Tupi e o Tombense não pararam suas atividades, por isso estamos na terceira fase da Copa do Brasil. Nosso time foi preparado para ter sucesso no segundo semestre.
Qual ou quais foram, na sua opinião, as principais atitudes tomadas antes do início da Série C que hoje refletem e influenciam no sucesso atual do clube na competição?
Futebol não nasce do acaso, a ideia de contratar o Leston (Júnior, técnico do Tupi) para finalizar o Mineiro, visando somar ao planejamento de jogadores que já tínhamos catalogados, foi fundamental. Além, é claro, da felicidade de muitos nomes prospectados por nós coincidirem com os dele. O Tupi tem pelo menos três treinadores em contato contínuo, com perfis diferentes para cada situação que o futebol proporciona. A experiência de ter trabalhado com esses excelentes profissionais ajuda muito na formação do elenco atual. Média de altura, idade, adequação ao perfil com o esquema mais utilizado pelo treinador, tudo isso é fundamental em campeonatos longos. Estudar os times do Leston, suas variações e perfil foi um trabalho feito em conjunto com a comissão permanente. Ali começou o planejamento que vem dando frutos hoje.
Quais os próximos passos fora de campo para manter o clube no caminho que leva à Série B e a conquistas maiores?
A partir deste mês, estamos entrando em contato com coordenadores de cursos educação física, fisioterapia e comunicação para, em conjunto, desenvolvermos fóruns de debates sobre esporte de alto rendimento. A ideia é trocar experiências e buscar cursos de aprimoramento profissional, e assim renovar nossa comissão permanente. Serão disponibilizados nesses fóruns experiências conseguidas ao longo dos anos com recondicionamento de atletas, fortalecimento muscular, perda inteligente de peso, recuperação e integração entre fisioterapia e preparação física, por exemplo. Também temos vários clubes organizados que trabalham com jogadores de 9 a 17 anos, temos uma comissão técnica com vasta experiência na base, além, é claro, de contato com vários treinadores do Brasil que podem vir em Juiz de Fora trocar experiências.
A meta então é continuar e estender a evolução do clube?
Nessa experiência de separar o possível do necessário entendo que evoluímos bem. Mas é um ciclo de aprimoramento eterno, pois sempre teremos algo a crescer. Acredito que hoje o Tupi está entrando em um patamar diferente. Agora, pretendemos chegar aos 3 mil sócios torcedores, assim entendo que o possível estará alcançado. A partir daí daremos o passo para resolver o necessário. Assim veremos o Tupi subindo degrau a degrau.
Falando em torcida, que ganha um papel fundamental na nova fase do clube com o programa de sócio-torcedor, qual deve ser o papel do torcedor nesse contexto atual do clube na sua opinião?
Ainda sinto uma distância entre a torcida e a diretoria. E dizendo isso já sei que teremos comentários negativos. Mas estamos todos no mesmo barco. A vitória do Tupi é de todos. Temos que buscar uma aproximação para somar esforços e não só viver de cobranças. Acredito que com o sócio-torcedor do Movimento por um Futebol Melhor isso vá melhorar. Não tenho, e nunca tive, problemas com críticas. Mas sou fã de sugestões. Saber o que está errado é fácil. Encontrar solução na velocidade da bola é difícil. Mas entendo que temos mais pontos positivos que negativos. Somos a primeira força do interior de Minas Gerais sem a condição de diversas outras equipes. Isso, com certeza, não veio por acaso.





































































































































