Diretoria não abre o jogo mas deixa no ar que houve "ruído" com Guto Ferreira na Ponte Preta

Ficou evidente que desde algum tempo havia “um ruído” na comunicação entre o técnico e, principalmente, alguns dirigentes que vivem mais de perto o futebol do clube

“O que nós queremos é o melhor para o clube. Queremos sempre melhorar o time. E não podemos nos omitir”, afirmou Hélio Kazuo

0002050102285 img

Campinas, SP, 4 (AFI) – A direção da Ponte Preta, até de forma elegante, não abriu o jogo e não revelou abertamente qual o verdadeiro motivo para a saída do técnico Guto Ferreira, já substituído por Doriva. Mas ficou evidente que desde algum tempo havia “um ruído” na comunicação entre o técnico e, principalmente, alguns dirigentes que vivem mais de perto o departamento de futebol do clube.

O vice-presidente de futebol Hélio Kazuo foi bastante sincero em suas considerações.

“O que nós queremos é o melhor para o clube. Queremos sempre melhorar o time. E não podemos nos omitir”, afirmou. Ele deixou bem claro que um dos motivos que derrubaram o técnico foi a inconstância do futebol do time, que há sete jogos não vence no Brasileirão.

Hélio Kazuo, entre Vanderlei Pereira, presidente à esquerda, e Giovanni Dimarzio, vice-executivo à direita

Hélio Kazuo, entre Vanderlei Pereira, presidente à esquerda, e Giovanni Dimarzio, vice-executivo à direita

“Uma hora jogava bem, outra não. Precisamos ter estabilidade, por isso buscamos uma alternativa nova para o comando”, completou. O dirigente também confirmou que, no momento, não estão nos planos da diretoria buscar reforços para o elenco, mesmo se forem contratações consideradas pontuais.

ELOGIOS DE BUENO
Para o gerente de futebol, Gustavo Bueno, responsável direto pelo dia-a-dia do futebol no Majestoso a saída de Ferreira não foi causado por “eventual desgaste de relacionado, mas sim por conta dos próprios resultados”. Mas reconheceu que a “culpa por esta situação não pode ser colocada somente nas costas do técnico, porque todos têm uma parcela do sucesso ou insucesso do time”.

Bueno reconheceu que as saídas de alguns jogadores atrapalharam o planejamento inicial, mas considera que isso é passível para qualquer clube de futebol. Além do meia Renato Cajá, que foi para os Emirados Árabes, o clube também se desfez de outras opções como o atacante Rildo, que foi para o Corinthians, o meia Roni que foi para o Jaguares do México e o volante Paulinho que se transferiu para o Criciúma, que disputa a Série B do brasileiro.

Todas estas negociações, segundo a diretoria, foram feitas para equacionar o orçamento financeiro do clube, que recebe uma cota ainda pequena por parte da CBF, perto de R$ 25 milhões no ano.

Sobre o novo técnico, Doriva, campeão paulista pelo Ituano em 2014, e carioca pelo Vasco da Gama em 2015 (não era campeão há 12 anos), Bueno rasgou elogios.

“É um cara de muito caráter, é da nova geração e já conquistou títulos importantes”.