São Paulo finalmente vende Boschilia e pode criar briga judicial entre Guarani x Mingone
Empresa de Marcelo Mingone leva mais de R$ 10 milhões com venda de meia e Bugre lutará pelo dinheiro
A venda do meia Boschilia do São Paulo para o Monaco, da França, finalmente foi concretizada.
São Paulo, SP, 07 (AFI) – A venda do meia Boschilia do São Paulo para o Monaco, da França, finalmente foi concretizada. Na noite desta quinta-feira, uma reunião entre dirigentes dos dois times e representantes do meia selou um acordo de R$ 34,7 milhões, dos quais metade entrará nos cofres do Tricolor. O clube da capital decidiu fazer o negócio sem se importar com a briga judicial que deve envolver Guarani e o ex-presidente Marcelo Mingone, dono de 30% dos direitos econômicos do ex-atleta do Bugre.
Não fosse a briga do Guarani em ficar com 30% do negócio, o São Paulo teria fechado o negócio com o Monaco já há duas semanas. A questão é que estes 30% pertencem a empresa Hard Zone, de propriedade do ex-presidente bugrino, Marcelo Mingone. Na época, ainda como mandatário do time campineiro, ele vendeu Boschilia ao São Paulo colocando parte dos direitos econômicos na Hard Zone, o que é proibido.
Ciente da irregularidade, o atual presidente do Guarani, Horley Senna, prometeu lutar na Justiça para que os 30% da venda de Boschilia – cerca de R$ 10, 41 mihões – venha para os cofres bugrinos e não para a Hard Zone.
Temendo perder o negócio com o Monaco, que praticamente deu um ultimato nesta quinta-feira, o São Paulo vendeu Boschilia e agora vai deixar o problema dos 30% para o Guarani brigar com Marcelo Mingone sozinho. O Tricolor cogita fazer o depósito em juízo, o que levará as duas partes a uma briga judicial para pegarem o dinheiro.
A provável saída aumenta a lista de jogadores negociados pelo São Paulo nos dois últimos meses. O clube vendeu Denilson, Souza, Paulo Miranda e Jonathan Cafu, além de ter tentado fechar as saídas de Rodrigo Caio e Luis Fabiano. Com uma dívida de R$ 273 milhões, a diretoria tenta minimizar o rombo financeiro com as negociações de atletas.
ENTENDA O CASO
Em 2012, Boschilia foi para o São Paulo em negociação articulada pelo então presidente do Guarani, Marcelo Mingone. O atual ocupante do cargo, Horley Senna, questiona esta saída do atleta e principalmente a operação de venda de parte dos direitos econômicos para empresários.
Independentemente do desfecho do imbróglio, o Guarani, que vive grave crise financeira, tem direito a receber pelo menos cerca de R$ 450 mil como participação por ser o clube formador do atleta.
A venda de Boschilia por mais cerca de R$ 37,3 milhões só mostra o quanto o Guarani foi mal administrado nos últimos anos, sobretudo na gestão de Marcelo Mingone. Presidente na época, Mingone vendeu o meia, já apontado como principal promessa do Bugre, por R$ 600 mil. Meses depois, renunciou à presidência.





































































































































