Federação Paulista expõe aos clubes as exigências da lei sobre regularização dos estádios para 2016

“A FPF precisa fazer a parte dela e os clubes também. Não queremos punir, nem interditar estádios. Queremos que todos tenham estádios em ordem”, declarou Reinaldo Carneiro

A abertura do evento foi realizada pelo presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, e da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Fernando Capez

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São Paulo, SP , 03 (AFI) – Assumindo uma atitude bastante diferente do que ocorria na gestão anterior, a Federação Paulista de Futebol (FPF) reuniu dirigentes da entidade e dos clubes das Séries A1 e A2 do Campeonato Paulista, e autoridades públicas para discutir a nova lei 15.868 e outras assuntos referentes à regularização e padronização dos laudos técnicos dos estádios paulistas para o ano de 2016. O objetivo maior é que os clubes, com ampla antecedência, tomem todas as providências necessárias para adequar suas praças esportivas dentro das “condições exigidas pela lei”.

O próprio presidente Reinaldo Carneiro comandou reuniu com dirigentes

O próprio presidente Reinaldo Carneiro comandou reuniu com dirigentes

A abertura do evento foi comandada pelo próprio presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, e da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Fernando Capez.

Reinaldo Carneiro Bastos pediu a colaboração dos clubes para que a nova lei seja cumprida.

“A FPF precisa fazer a parte dela e os clubes também. Os laudos do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Vigilância Sanitária e de engenharia precisam atender as normas da nova lei estadual. Nós precisamos que todos trabalhem para dar mostras de que São Paulo é exemplo. Não queremos punir, nem interditar estádios. Queremos que todos tenham estádios em ordem”, declarou o presidente da FPF.

EXPLICAÇÕES SOBRE A LEI
Fernando Capez explanou sobre a nova lei, que dita novas regulamentações nos estádios na principal divisão estadual e nacional, tais como a numeração das arquibancadas, a previsão de multa para o torcedor que desrespeitar o lugar numerado e o limite de até 20% dos ingressos destinados para grupo de torcedores.

FPF discutiu sobre os laudos técnicos dos estádios. Foto: Rodrigo Corsi (FPF) - FPF

FPF discutiu sobre os laudos técnicos dos estádios. Foto: Rodrigo Corsi (FPF)

A segunda parte da reunião contou com a presença do vice-presidente de Competições da FPF, Cel. Isidro Suita; do diretor do Departamento de Segurança e Prevenção dos Estádios, Cel. Marcos Marinho; e os membros de órgãos públicos: Roberto Senise (Promotor do Ministério Público), Gilberto Tardochi (Coordenador Operacional da Polícia Militar), Antonio Waldir Gonçalves ( Corpo de Bombeiros) e Nivaldo Restivo (Comandante do Batalhão de Choque da PM).

PARTICIPAÇÃO DOS CARTOLAS
Os clubes puderam debater com as autoridades presentes sobre os laudos dos estádios para 2016 e assuntos referentes às operações nos dias de jogos. E tiveram ampla liberdade de manifestarem suas posições, as suas dificuldades, às vezes financeiras, às vezes com as autoridades locais, como a prefeitura municipal.

A reclamação de dirigentes é contra alguns estádios que, realmente, não oferecem condições mínimas para a boa realização dos jogos, para atendimentos dos clubes e torcidas visitantes e de todo o torcedor como um todo. O objetivo da FPF, segundo consta, é tratar o torcedor como um cliente especial.

Vários clubes já vem enfrentado dificuldades com seus estádios. Foi o caso do Guaratinguetá, do Paulista A2, por exemplo, que não tinha bom relacionamento com a prefeitura municipal, não atendeu os requisitos mínimos necessários e fez vários jogos fora de casa. Alguns, inclusive, em Leme. No Paulista A3, por exemplo, o Cotia não atuou em casa por não apresentar condições em seu estádio.

Maquete da Arena Votuporanga, que vai estar pronta para o Paulista A2
Maquete da Arena Votuporanga, que vai estar pronta para o Paulista A2

HÁ CASOS & CASOS
O próprio Atibaia, cidade próspera e próxima de São Paulo, não conta com um estádio municipal capaz de atender suas necessidades. E o clube, bem como time, está crescendo. Nesta temporada foi um dos times que subiram da Série A3 para a Série A2. Mas neste ano mandou jogos tanto no Nabizão, em Bragança Paulista, como na capital, na Rua Javari, como em Barueri.

Em Votuporanga, a situação é diferente porque o prefeito Marão Junior está construído uma nova arena na cidade, que vai receber, pela primeira vez, jogos do Paulista A2. Ele usou de sua habilidade política para angariar R$ 5 milhões no governo federal, juntando a isso outras verbas como os R$ 3,4 milhões da venda do antigo estádio, o Plínio Marin, onde o time conquistou o acesso no primeiro semestre.

Paulo Farias: novo estádio ao Água Santa

Paulo Farias: novo estádio ao Água Santa

Outro caso antigo muito reclamado é do Oeste, de Itápolis, que oferece condições precárias para atender clubes e torcidas visitantes. E vai participar de novo do Paulistão, porque subiu na Série A2. Lá existe um problema antigo político. Tanto que o time disputa o atual Campeonato Brasileiro da Série B na cidade de Osasco.

ÁGUA SANTA É EXEMPLO POSITIVO
De outro lado, um exemplo positivo é do Água Santa, do presidente Paulo Farias, que conquistou o acesso ao Paulistão, bem como vem de três acessos seguidos. O clube está construindo um novo estádio em Diadema.

“Nós sabemos que junto com a estrutura do clube é preciso ter uma melhoria também do estádio, principalmente para oferecer conforto à torcida e a todos os visitantes. Por isso, abraçamos este projeto”, explicou Paulo Farias.

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