Alvo da torcida da Ponte, Doriva é eleito pior do jogo pela Rádio Central e depois conta historinhas
Mau orientado por sua assessoria, Doriva apresentou explicações óbvias como se o torcedor fosse bobo após escolher uma estratégia defensiva contra o pior time do Brasileirão
Mau orientado para suas entrevistas, Doriva contou historinhas como se o torcedor da Macaca fosse bobo.
Campinas, SP, 9 (AFI) – Vaiado e xingado pela torcida, eleito pela Rádio Central de Campinas como o “Pandango do Jogo” (o pior do jogo), o técnico Doriva deixou o gramado do Majestoso cabisbaixo ao conseguir a proeza de perder para o lanterna Vasco da Gama, por 1 a 0, nesta quarta-feira à noite, no Majestoso.
Mal orientado para suas entrevistas, Doriva contou historinhas como se o torcedor da Macaca fosse bobo. Falou o óbvio, não soube justificar os erros graves cometidas em suas substituições. Em 10 jogos, ele ganhou apenas duas vezes, com quatro empates e quatro derrotas. Seu aproveitamento é inferior a 30%.
O time não venceu ainda no returno, com duas derrotas – São Paulo, 3 a 0, e Cruzeiro, 2 a 1, e Vasco, 1 a 0 – e dois empates sem gols, contra Grêmio, em casa, e Chapecoense,fora. E com apenas 28 pontos pode terminar esta 24.ª rodada dentro da zona do rebaixamento.
As desculpas esfarrapadas apresentadas por Doriva também escondem a falta de explicações da diretoria pela saída de Guto Ferreira. A torcida reclamou, com razão, da postura muito defensiva do time, com três volantes e preocupado em marcar diante de um adversário frágil e desmoralizado, além das trocas feitas, principalmente da saída de Biro Biro.
Doriva, pelo menos, reconheceu que o time não jogou bem e reclamou da arbitragem, sobre a expulsão de Diego Oliveira, dizendo que o árbitro “não teve o mesmo critério para os dois times”.
VEJA AS DESCULPAS ESFARRAPADAS
Sobre a postura defensiva do time contra o lanterna em casa
“Estratégia que a gente preparou para o jogo era com as penetrações do Diego (Oliveira) e do Biro Biro, mas não deu certo. O Vasco era um time desesperado e teríamos que tirar proveito disso”.
Sobre as trocas.
“A saída do Adrianinho era pela falta de ritmo. E com um jogador a menos, teríamos que ter mais força”.
Entrada de Cesinha, marcado pela torcida
“A segunda alteração foi a entrada do Cesinha, para fazer duas linhas de quatro. Mas é difícil jogar quando você está com uma inferioridade numérica. O time não teve força para chegar no ataque”.
Torcedor não gostou da saída de Biro Biro. E daí?
“A gente está vivenciando o jogo e naquele momento o Biro já estava desgastado. Não fez uma má partida, estava lúcido. Mas como já tinha colocado um jogador de velocidade que era o Keno, então fiz a opção pela saída do Biro”.
Mas as substituições não deram certo.
“A gente não tem bola de cristal. O treinador é quem está ali para tomar as decisões. Creio que as minhas decisões foram as mais acertadas para a equipe, mas não deram certo. Sofremos uma derrota que não estava nos planos”.
E o futuro agora?
“Vamos conversar e corrigir os erros. Não há tempo para treinar. Bastante conversa e bastante mobilização para que os atletas reajam o mais rápido possível para o jogo contra o Santos – domingo, no Majestoso, às 11 horas”.
O rebaixamento está mais perto…
“Realmente a situação ficou mais delicada, mas com duas ou três vitórias tudo pode mudar. A gente tem esta expectativa de que isso possa acontecer e que a gente vai buscar estes pontos para darmos uma arrancada na competição”.
Esta são as explicações do mal orientado Doriva. Cada um chegue à sua conclusão.





































































































































