Chamem um napoleão de hospício
A televisão está no seu limite. Na última renovação dos contratos, a Plim-Plim deu bônus aos grandes clubes. Houve bônus de mais de 40 milhões. Torraram tudo.
A televisão está no seu limite. Na última renovação dos contratos, a Plim-Plim deu bônus aos grandes clubes. Houve bônus de mais de 40 milhões. Torraram tudo. Alguns já tiveram redução de cotas e os sinais são de que os contratos futuros
Campinas, SP, 13 (AFI) – É bom não esquecer que a primeira cisão do futebol brasileiro – A Copa União – não resolveu. Veio o Clube dos 13, um poder paralelo e com autonomia para negociar os O futebol brasileiro é uma verdadeira Torre de Babel e não há ninguém que possa dar um jeito. Palpiteiros e marqueteiros de plantão não faltam. Os clubes continuam endividados, por mais que se criem receitas, o buraco está cada vez maior.
Nem mesmo o tal de Profut vai resolver, até porque muita gente não está a fim de assinar adesão ao monstrengo que o Congresso fez, sob inspiração do Bom-senso, movimento mais preocupado com os salários em dia dos marajás do que com uma solução que possa corrigir erros de muito tempo.
Agora, surgiu mais uma solução – a Liga Centro-Sul com times do Rio, Minas e Sul do país. Tudo isso para tentar resolver uma crise, agravada pelo fato de termos perdido a Copa em casa, construindo estádios caros, difíceis de serem pagos.
Contratos de televisão. Ricardo Teixeira deixou o osso para o Clube dos 13 e comeu o filé mignon da seleção. Ficou rico aí, além de enriquecer seus amigos do peito.
Por fim, a CBF retomou o comando do campeonato brasileiro, mas continuou cada vez mais rica, os cartolas também, e os clubes ficaram com as migalhas.
Outra agravante foi a Lei Pelé, feita para contemplar empresários e gerar commodities (jogadores) para o colonialista futebol europeu. Tudo isso com o apoio dos “progressistas” que pululam por aí. Os clubes vivem de chapéu na mão. Formam jogadores, os empresários ganham milhões, e o miserê torna-se cada vez maior, pois todos os clubes afundam-se em déficits cada vez maiores. Não será o Profut que vai equilibrar as finanças e gerar investimentos para a recuperação do futebol.
A televisão está no seu limite. Na última renovação dos contratos, a Plim-Plim deu bônus aos grandes clubes. Houve bônus de mais de 40 milhões. Torraram tudo. Alguns já tiveram redução de cotas e os sinais são de que os contratos futuros não serão corrigidos por valores maiores.
Isto porque, como o futebol está com nível técnico baixo, as audiências caíram. Os jogadores de nome não jogam mais aqui. Para se ter uma ideia do problema, um clássico entre dois grandes em São Paulo, dá uma audiência de 24 pontos do Ibope. Antes dava mais de 30 pontos. O último jogo da seleção brasileira – a chamada pátria das chuteiras – empatou a audiência com os 10 mandamentos da Record, audiência geral, sem contar alguns picos. Ganhamos dos botinudos de Tio Sam e perdemos para a novela do profeta.
A hora é de reflexão. Soluções marqueteiras não resolvem. Do jeito que vai, haverá choro e ranger de dentes. É bom criar uma liga? Quem vai pagar os clubes, se as bilheterias não cobrem os custos? A televisão tem dinheiro para bancar mais uma competição? Os outros contratos de tevê serão mantidos? Vão acabar com os fracos campeonatos regionais? E o desemprego de jogadores, quem vai assumir e resolver? Do jeito que vai é melhor chamar um napoleão de hospício.
O futebol brasileiro virou coisa de doido.





































































































































