Estudo fisiológico da FENAPAF decretou fim dos jogos às 11 horas
Federação dos Atletas comprovou através de parecer médico realizado para a Copa do Mundo que atletas corriam sérios riscos
Federação dos Atletas comprovou através de parecer médico realizado para a Copa do Mundo que atletas corriam sérios riscos
São Paulo, SP, 03 (AFI) – No dia 25 de agosto de 2015, ainda durante o inverno, a Federação Nacional de Atletas Profissionais de Futebol (FENAPAF) enviou à CBF um ofício solicitando o fim dos jogos às 11 horas para o restante da disputa do Campeonato Brasileiro (Séries A e B). O presidente da entidade, Rinaldo Martorelli, solicitou alternativas para preservar os direitos dos atletas e equilíbrio nessa questão.
Como resposta, a CBF informou que contava com um grupo de especialistas no assunto que definiram uma série de recomendações a serem seguidas a partir da 20ª rodada.
A FENAPAF, no entanto, contestou a decisão amparada em um estudo realizado pela entidade em parceria com o fisiologista Dr. Turíbio Leite de Barros antes da Copa do Mundo de 2014 que mediu o impacto fisiológico das altas temperaturas em atletas profissionais de futebol.
A conclusão do estudo (no qual os jogadores ingeriram cápsulas com um micro termostato para a leitura da temperatura interna corporal) indicou que o nível de gravidade é extremo no que diz respeito ao risco de morte entre os futebolistas que atuam em altas temperaturas, sobretudo no Nordeste e Centro-Oeste brasileiro. A temperatura central do atleta não pode ultrapassar os 40º Celsius, e em alguns casos, nem mesmo a hidratação fez com que o atleta saísse da situação de risco.
“Cobramos a CBF com ofícios e nossos pareceres médicos, que são diferenciados. Investimos em tecnologia para comprovar cientificamente o risco de morte dos atletas. Nos documentos também havia o requerimento de cessação dos jogos nesse horário de acordo com o que os médicos diziam. A CBF nos garantiu que a equipe médica dava a sustentação aos jogos nesse horário. Só que o nosso ofício trazia uma coisa que eles não consideravam que era a medição da temperatura interna do atleta baseado no estudo que fizemos para a Copa do Mundo. Com os dados em mãos, não restou alternativa a não ser acabar com o horário”, acrescentou o presidente.
A FENAPAF ainda deixou claro em seu ofício que toda a responsabilidade pela continuidade dos jogos e suas possíveis consequências seriam dos médicos da CBF. Com base nessa posição, a entidade máxima do futebol resolveu cessar os jogos às 11 horas.





































































































































