Novo técnico da Ponte Preta, Felipe Moreira, sabe que a sequência vai depender dos resultados
Ele é filho de Marco Aurélio Moreira, ex-jogador do time nos “anos dourados” das décadas de 70 e 80, formando o meio-campo de 1977 com Vanderlei e Dicá.
Felipe Moreira vai fazer sua estreia como técnico, nesta quarta-feira, às 21 horas, contra o Palmeiras, na capital, pela 30.ª rodada do Campeonato Brasileiro
Campinas, SP, 13 (AFI) – De repente com a saída inesperada de Doriva, que trocou a Ponte Preta pelo São Paulo como se troca de cueca, a chance apareceu para o auxiliar técnico fixo do clube, Felipe Moreira. Ele vai fazer sua estreia como técnico, nesta quarta-feira, às 21 horas, contra o Palmeiras, na Arena do Verdão, na capital, pela 30.ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Mas quem é ele afinal de contas, pode perguntar um torcedor desavisado. Ele é filho de Marco Aurélio Moreira, ex-jogador do time nos “anos dourados” das décadas de 70 e 80, formando o meio-campo de 1977 com Vanderlei e Dicá.
Com 34 anos, Felipe aprendeu muito com seu pai. Ex-jogador da base da própria Ponte Preta, parou com o futebol aos 22 anos e passou a acompanhar o pai fora das quatro linhas. No final dos anos 90, Marco Aurélio Moreira teve uma chance no time principal da Ponte Preta e depois deslanchou na carreira.
Passou por outros clubes, como Palmeiras, Cruzeiro, Vitória e Atlético Mineiro. Mas fez seu pé de meia no futebol japonês, onde trabalhou por quatro anos. Quando voltou ao Brasil, Marco Aurélio Moreira se “acomodou” com uma vida simples e modesta, de conforto, e praticamente abandonou o futebol em 2010.
Recentemente, no primeiro semestre voltou a dirigir o Bragantino, onde já estava Felipe Moreira. O objetivo era passar o bastão para o filho, mas deu tudo errado em Bragança, inclusive com a queda do Bragantino para a Série A2 paulista, após 10 anos na elite.
CONFIANÇA E APOIO TOTAL
“Eu fiquei na cola do meu pai. Quando voltamos do Japão, daí fui me aperfeiçoar, inclusive cursando educação física”, explica Felipe, atualmente com 34 anos.
“O principal é o apoio da diretoria e dos jogadores, que me deram agora neste momento. Mas vejo como algo natural na minha carreira. Comecei a trabalhar fora de campo com 22 anos, quando pendurei a chuteira. Depois acompanhei meu pai no Japão e quando voltei fiz a faculdade de educação física” – relatou.
Depois trabalhou também com Mazola Júnior em vários clubes como Sport Recife, Ipatinga e Bragantino. Mas Felipe reforça que seu objetivo é “continuar como auxiliar por um pouco mais tempo até seguir a carreira solo mais adiante” , explica
SUPORTE FORA DE CAMPO
Quem deve dar o suporte técnico fora de campo é Eduardo Fratini, também prata da casa. A supervisão geral será de Gustavo Bueno, que é filho de outro ex-jogador do clube, o meia Dicá, que atuou, entre idas e vindas, por três décadas – 60, 70 e 80.
Os três – Felipe, Fratini e Bueno – conversaram bastante com os jogadores nos últimos dias, na tentativa de ganhar a confiança de todos. E acham que foram bem recebidos.
“Fora de campo a gente tenta ser justo, mexer onde vê erro e buscar sempre melhorar. Mas quem decide dentro de campo são os jogadores. Tudo depende da vontade deles”, concluiu.
E como futebol depende de resultados, o futuro de Felipe Moreira pode mudar se ele for bem nos próximos quatro jogos, que seria um “período de testes” dado pela diretoria para ele se firmar. Depois do jogo com o Palmeiras, a Ponte joga domingo cedo, às 11 horas, em casa, diante do Coritiba. Depois vai sair contra o vice-líder Atlético Mineiro e receber o Joinville, ameaçado pelo rebaixamento. Se der certo, tudo bem e melhor. Caso dê errado, a diretoria vai buscar um novo técnico e Gilson Kleina, do Avaí, aparece como primeira opção.





































































































































