Renato Chaves, do ostracismo para unanimidade na Ponte Preta

Zagueiro tem sido um dos principais destaques da equipe neste Campeonato Brasileiro

Renato Chaves, do ostracismo para unanimidade na Ponte Preta

Entre os reforços que torcedores pontepretanos cobravam da diretoria do clube, antes do início do Campeonato Brasileiro, uma das prioridades era zagueiro. A lentidão de Thiago Alves era algo temerário e a vinda do então desconhecido Renato Chaves não significava até então segurança para o setor.

A coluna acompanhou o coro dos torcedores e igualmente alertou os cartolas que a vinda de um zagueiro experiente era imprescindível.

Eis que o então treinador da Ponte Preta, Guto Ferreira, apostou que o substituto natural de Thiago Alves estava no elenco e que bastava lhe dar oportunidade e confiança.

Pra muitos uma ousadia de Guto Ferreira ao sacar o capitão do time e entregar a camisa para quem ainda teria que provar ser a solução.

INTOCÁVEL

Pois veio Doriva para comandar o elenco pontepretano e Renato Chaves foi provando ser intocável pelas virtudes que se cobra de um zagueiro: capacidade de antecipação, raramente é driblado, velocidade para cobertura e soberano no jogo aéreo com a estatura de 1,86m.

Se antes era um Deus no acuda cada vez que o adversário alçava bola na área pontepretana, hoje Renato Chaves sai de campo com ‘galo na cabeça’ de tanto devolver ais tais bolas cruzadas.

VALORIZAÇÃO

Evidente que o futebol extremamente produtivo de Renato Chaves resulta em valorização, até porque pretendentes vão rondar o Estádio Moisés Lucarelli antes mesmo do final do ano para persuadi-lo visando mudança de clube.

Na prática Renato Chaves foi um achado para a Ponte Preta e mostragem clara que não se pode tirar conclusão da real capacidade de zagueiros, porque é uma das raras posições em que se permite correções de defeitos, aprimoramento e mudança de postura técnica.

De certo Renato Chaves não era nem sombra daquilo que se vê hoje, na Ponte Preta, quando revelado pelo Corinthians em 2008.

Do contrário o Timão não o teria repassado por empréstimo para Bahia, Figueirense e Portuguesa.

A rigor, a Lusa viu virtudes nele e optou por contratá-lo em 2011. Só que um ano depois ele voltou a ser um cigano da bola com transferências para Atlético Paranaense e Náutico, até que a Ponte Preta passou a ser um divisor de água na carreira dele.