Em assembleia, Ponte Preta muda estatuto social para aderir ao Profut

O projeto é uma iniciativa do Governo Federal e dará 20 anos para a Macaca refinanciar as dívidas, que ultrapassam R$ 10 milhões

Em Assembleia Geral no Salão Nobre do estádio Moisés Lucarelli, a Ponte Preta decidiu na noite de quarta-feira por mudanças no estatuto social do clube

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Campinas, SP, 22 (AFI) – Em Assembleia Geral no Salão Nobre do estádio Moisés Lucarelli, a Ponte Preta decidiu na noite de quarta-feira por mudanças no estatuto social do clube, que se adequará para aderir ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut). O projeto é uma iniciativa do Governo Federal e dará 20 anos (240 meses) para a Macaca refinanciar as dívidas, que ultrapassam R$ 10 milhões.

Mesmo com 1.200 sócios, apenas 92 compareceram a votação e, com 83,7% dos votos, aprovaram o Programa. As principais mudanças estão no financeiro do clube. Já que a partir de agora a Ponte só poderá gastar 70% da receita bruta anual com a folha de pagamento e direito de imagem dos jogadores, além de assumir a obrigação com categorias de base e futebol feminino.

Ponte Preta muda estatuto social em assembleia para aderir ao Profut

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O mandato do futuro presidente também ficou maior, já que passou de três para quatro anos no cargo – a mudança só passa a valer na próxima eleição –, ainda com direito a reeleição. Além disso, o projeto prevê que qualquer diretor pode ser afastado do cargo em caso de irregularidades administrativas e financeiras, com inelegibilidade de pelo menos cinco anos.

Com maior responsabilidade fiscal, o clube também terá que prestar contas todo mês e se comprometeu a pagar R$ 80 mil por mês, na renegociação da dívida – o valor é o dobro do mínimo exigido pela lei. O futuro presidente também não poderá adiantar mais do que 30% das receitas do próximo mandato. Com isso, o clube definiu um cronograma até 2021 para quitas as dívidas.

A Ponte terá direito a 70% de desconto nas multas, 40% dos juros e 100% dos encargos legais. O clube tem até 30 de novembro para se adequar as novas regras. Para não perder o programa, o clube terá que manter as obrigações trabalhistas e tributarias, pagando os salários em dias, FGTS, previdência e até mesmo os direitos de imagem.