Flamengo mostra egoísmo e trava renegociação de cotas com a Rede Globo
O modelo que mais agrada é o da Premier League, na Inglaterra, que divide as cotas em ter partes e uma delas é repartida igualmente entre todos os representantes
A tão esperada renegociação de cotas com a Rede Globo finalmente entrou em pauta nos clubes brasileiros
São Paulo, SP, 30 (AFI) – A tão esperada renegociação de cotas com a Rede Globo finalmente entrou em pauta nos clubes brasileiros. Na tarde da última terça-feira, os clubes se reuniram na sede da emissora em São Paulo para negociar novos valores, mas a situação parece que não vai ser tão fácil de arrumar uma solução, principalmente se depender do Flamengo.
Isso porque, a nova proposta tenta distribuir melhor os valores, para homogeneizar mais a estrutura dos clubes e montagem dos elencos. O modelo que mais agrada é o da Premier League, na Inglaterra, que divide as cotas em ter partes e uma delas é repartida igualmente entre todos os representantes. As outras duas partes vão de acordo com o rendimento dentro de campo.
Porém, o Flamengo não parece estar disposto de abrir mão da sua receita. O clube da gávea recebeu em 2014 pouco mais de R$ 45 milhões e, com o novo rateio para este ano, ficará com R$ 70 milhões. A proposta do Urubu vai ainda mais além. Atualmente a audiência é medida pelo Ibope em conjunto com o Instituto Datafolha, mas somente nas capitais. O mengão quer aumentar a pesquisa para o interior dos estados, onde tem predominância.
Assim, o clube carioca aumentaria mais ainda sua vantagem para os adversários e poderia aumentar também sua cota. As atitudes da diretoria carioca são vistas como “egoístas” pelos demais dirigentes, que ainda divergem sobre o novo tipo de rateio. O Grêmio pediu mais tempo para pensar, enquanto o Vasco, Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia e Sport foram a favor da idéia, mas querem rever os valores.
Atualmente a Rede Globo gasta R$ 650 milhões com direitos de transmissão da TV aberta. Dezoito clubes tem contrato com a emissora até 2018: Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Grêmio, Inter, Atlético-MG, Cruzeiro, Coritiba, Atlético-PR, Goiás, Bahia, Vitória e Sport. Também no Brasileirão, Chapecoense, Joinville, Avaí, Figueirense e Ponte Preta estão fora da lista.
Brigando para sair do papel e próximo de se tornar realidade, a Liga Sul-Minas-Rio segue o modelo da Premier League e deve dividir as cotas de transmissão de forma mais homogênea entre os clubes convidados. Em 15 dias, os representantes devem se reencontrar em São Paulo e a proposta será discutida mais uma vez.





































































































































