Mesmo com Profut, Ponte Preta promete investir 30% a mais em 2016
Conselho Deliberativo aprovou orçamento que prevê investimento de R$ 31,9 milhões no futebol
A permanência na elite do Campeonato Brasileiro garantiu ao departamento de futebol da Ponte Preta, em 2016, investimentos 30% superiores aos deste ano.
Campinas, SP, 10 (AFI) – A permanência na elite do Campeonato Brasileiro garantiu ao departamento de futebol da Ponte Preta, em 2016, investimentos 30% superiores aos deste ano. O Conselho Deliberativo aprovou um orçamento de R$ 43,6 milhões para a próxima temporada, dos quais R$ 31,9 serão destinados exclusivamente ao futebol. Em 2015, o clube contou com um orçamento total de R$ 35,3 milhões, sendo que apenas R$ 23,9 milhões foram destinados ao futebol.
Com a nova meta de investimento, o clube de Campinas comemora o fato de atender às exigências do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut), que visa refinanciar as dívidas fiscais do clube com a União. Em um de seus artigos, o Profut exige que o clube utilize no máximo 80% de suas receitas no departamento de futebol.
No caso da Ponte, a receita prevista para 2016 é de R$ 45,5 milhões. “O valor que estamos prevendo aplicar corresponde a 71,05% desta receita, nos permitindo ter uma gordurinha necessária para emergências ou um ‘spread’ final, por exemplo”, explicou o diretor financeiro Gustavo Valio.
ELENCO QUALIFICADO?
A expectativa é de que, com o acréscimo nos investimentos, a Ponte monte um elenco mais qualificado para as disputas do Paulistão e do Brasileirão do próximo ano. Em 2015, por conta das limitações financeiras – o clube recebeu uma cota de apenas R$ 18 milhões no Brasileirão -, o clube optou por fazer mais apostas em jogadores desconhecidos.
Com um time mais forte, a diretoria espera evitar a tendência de times pequenos e médios suportarem no máximo dois anos na elite nacional. A própria Macaca foi vítima desta estatística recentemente, já que conquistou o acesso em 2011, permaneceu na Série A em 2012, mas caiu em 2013.
“Desde 2002, quando foram implementados os pontos corridos, 63,3% dos clubes com orçamentos pequenos e médios que sobem para a série A não permanecem mais que dois anos seguidos e e 78,4% deles não ficam mais de três, sendo o Coritiba a única exceção em todo este período”, pontuou o gerente de futebol Gustavo Bueno.
SEM DÉFICIT
Somando-se todos os gastos e comparando-se com as receitas, a Ponte prevê gastar em 2016 cerca de 97% do que irá arrecadar – o total previsto em receitas é de R$ 45,5 milhões – além dos investimentos do futebol, os valores serão aplicados em despesas financeiras do clube (como folha de pagamento de funcionários e encargos, alimentação etc), Estádio, unidade Paineiras, CT do Eulina, futebol amador, marketing, administração, pagamentos de empréstimos , processos judiciais e parcelamentos de impostos.
“Também é preciso destacar que fizemos uma previsão com os pés bem firmados no chão. Por exemplo, prevemos que entrarão R$ 2,6 milhões em negociações de jogadores, mas neste ano foram R$ 6 milhões. Ou seja, fizemos uma previsão conservadora e, caso advenham mais valores deste tipo de fonte, teremos mais lucros e uma receita incrementada”, concluiu Valio.
Além da possibilidade de lucrar mais com a venda de jogadores, a Macaca poderá ainda ver suas receitas aumentarem por outros motivos. A disputa da Libertadores, que ficou mais distante após a derrota para o Internacional por 1 a 0, pode render uma grana extra com cotas. O mesmo vale para premiações extras do Paulistão, Copa do Brasil, da Sul-Americana e do Brasileirão.





































































































































