Série B: Após tropeço, Dal Pozzo se apoia em acesso com a Chape para levar o Náutico à elite

Há exatos dois anos, o treinador conquistou o acesso com a Chapecoense, que acabou sendo vice-campeã da Série B. Pelo Timbu, Dal Pozzo tem missão complicada.

Há exatos dois anos, o treinador conquistou o acesso com a Chapecoense, que acabou sendo vice-campeã da Série B. Pelo Timbu, Dal Pozzo tem missão complicada.

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Recife, PE, 16 (AFI) – O técnico Gilmar Dal Pozzo carrega em sua essência a marca do otimismo. É seu histórico pessoal que o motiva a seguir acreditando no bem até o fim quando encara alguma dificuldade. E com o Náutico não está diferente. Mesmo que o Timbu não dependa mais apenas de si para conseguir o acesso para a Série A do Campeonato Brasileiro, o treinador cita exemplos de que é possível.

Esta segunda-feira, inclusive, completa dois anos oficialmente da maior conquista da história da Chapecoense. O acesso inédito para a elite nacional, em 2013, teve seu comando. Na ocasião, os catarinenses ficaram com o segundo lugar na competição, atrás somente do Palmeiras.

“Sempre é bom para motivar se apegar às boas lembranças. Graças a Deus trago na minha vida, o pensamento positivo, a tranquilidade e serenidade. Isso é meu. Da minha família. Em vez de ficar lamentando, procuro buscar o que há de bom. Lá em Chapecó foi algo especial mesmo. Fizemos aquele trabalho que ficou na história”, disse o treinador, que completou.

Dal Pozzo se apoia no acesso com a Chape para repetir feito com o Náutico

Dal Pozzo se apoia no acesso com a Chape para repetir feito com o Náutico

“Aqui em Recife estou igualmente feliz. Desde minha chegada sendo bem tratado pelos funcionários, grupo de atletas, diretoria, imprensa em geral e torcedores. Independente do que vá acontecer, estou bastante contente com esta retomada dos bons trabalhos. Vou passar ao meu elenco na reapresentação o que adianto aqui para vocês. As vitórias nestes dois jogos que restam, dependem apenas de nós. O bom futebol, a boa apresentação em campo, a busca pelos pontos, tudo passa por nós. A entrada no G4 e o acesso não mais. Mas justamente isso que precisamos para manter a dignidade e entregar-se até o fim. Sem desistir jamais”, avaliou.

Até o momento Gilmar Dal Pozzo comandou o Náutico em 12 jogos. Exatamente 1/3 da competição. O atual percentual de aproveitamento do treinador é de 58,33%, o mesmo do segundo colocado, América-MG. Como comparativo, em 38 jogos na edição de 2013, finalizou com 63,15%, o que ratifica os bons trabalhos. De folga até terça-feira (17) à tarde, mantém o pensamento de encerrar o ano com o Náutico fazendo a sua parte.

“O trabalho se dará em torno do que falei antes. Temos de nos preocupar conosco mesmo. Já citei depois do jogo com o CRB o caso do Avaí ano passado. Até mesmo em 2013, quando a Chapecoense subiu, na última rodada eram quatro times brigando também e o Figueirense ficou com a última vaga. E, acima de tudo, quero poder terminar a temporada com a certeza de que a gente fez o que era possível. Temos doze dias pela frente e não tem nada perdido, pelo contrário, estamos vivos”, ressaltou.