Seleção do Brasileirão tem comando de Tite, o melhor técnico do Brasil

Falar dos melhores parece ser perda de tempo. Mas é importante ressaltar o diferencial deste campeonato: o técnico Tite

Ele conduziu o timão ao Hexacampeonato de forma correta, ética, com inteligência, mostrando voz de comando e a sina de um campeão.

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Campinas, SP, 20 (AFI) – O Corinthians, enfim, confirmou o título do Campeonato Brasileiro. Com justiça, com méritos e indiscutível. É esta conquista que marca a 35.ª rodada do Brasileirão, que teve ainda como novidade o avanço do São Paulo à quarta posição, com 56 pontos, um na frente do Santos, com 55, no G4 – zona de classificação da Copa Libertadores.

Falar dos melhores parece ser perda de tempo. Mas é importante ressaltar o diferencial deste campeonato: o técnico Tite. Ele conduziu o timão ao Hexacampeonato de forma correta, ética, com inteligência, mostrando voz de comando e a sina de um campeão.

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Confira a Seleção Futebol Interior da 35.ª rodada do BRASILEIRÃO:

Vanderlei (Santos);

Everton Silva (Avaí), Bruno Rodrigo (Cruzeiro), Vilson (Chapecoense) e Júlio César (Vasco);

Walace (Grêmio) e Carlos Alberto (Figueirense):

Alan Kardec (São Paulo), Vagner Love (Corinthians), Henrique Almeida (Coritiba) e Ewandro (Atlético-PR).

Técnico: Tite (Corinthians)

Goleiro: Vanderlei (Santos)
O Santos empatou com o Flamengo na Vila Belmiro após uma sequência de 15 vitórias no estádio. Se não fosse por Vanderlei, o fim da boa campanha como mandante poderia vir em forma de derrota. No primeiro tempo, o goleiro fez três grandes defesas em menos de dez minutos e na segunda etapa, evitou o que seria o gol flamenguista, após defender um chute forte de Canteros.

Lateral-direito: Everton Silva (Avaí)
Entrou aos 25 minutos do segundo tempo e, aos 42, fez o gol da vitória avaiana no clássico com o Joinville que manteve o time fora da zona de rebaixamento. Curiosamente, o DM pretendia vetá-lo, mas o destino quis que o lateral entrasse e desse a vitória ao Leão da Ilha.

Zagueiro: Vilson (Chapecoense)
Bem protegido pelo sistema de marcação armado pelo técnico Guto Ferreira, ele foi perfeito na sobra e imabatível no jogo aéreo. Tanto que a vitória por 1 a 0 sobre o rival Internacional livrou a Chapecoense da ameaça de rebaixamento. Méritos para o comando do técnico Guto Ferreira, que soube dar prosseguimento ao trabalho organizado por Vinícius Eutrópio.

Atlético-PR e Palmeiras fizeram jogo movimentado na Baixada

Atlético-PR e Palmeiras fizeram jogo movimentado na Baixada

Zagueiro: Bruno Rodrigo (Cruzeiro)
A Raposa passou fácil pelo Sport, por 3 a 0, mas a grande liderança em campo foi do zagueiro, que não deu espaços para os atacantes pernambucanos e ainda empurrou seu time ao ataque.

Lateral-esquerdo: Júlio César (Vasco)
Sempre participativo e ativo, acabou sendo premiado com um belo passe de Nenê e com o gol por baixo de Cássio. Deu a impressão de que o Vasco iria vencer o líder, mas não deu. De qualquer forma, o time da Colina completou 12 jogos com apenas uma derrota – seis empates e cinco vitórias. Mesmo assim, o time carioca ainda é vice-lanterna, com 34 pontos, e corre sério risco de cair para a Série B.

Volante: Walace (Grêmio)
Num duelo equilibrado com o Fluminense, ele voltou a ser eficiente na marcação, protegendo a defesa e permitindo ao tricolor gaúcho esperar a chance para fazer o gol da vitória;

Meia: Carlos Alberto (Figueirense)
É uma pena que não agüente manter o mesmo ritmo de jogo durante os 90 minutos. Mas tem muito futebol. Mostrou isso contra a Ponte Preta, na vitória por 1 a 0, quando pisou na bola, levantou os braços e orientou seus companheiros. No final do segundo tempo ele saiu, mas de qualquer forma, já tinha garantido sua vaguinha na Seleção da Rodada.

Coxa teve
Coxa teve “vitória de seis pontos ” em Goiás

Atacante: Henrique Almeida (Coritiba)
O Coritiba ainda não foi rebaixado por causa desse atacante. Henrique Almeida vem fazendo a diferença com a camisa do Coxa e pode salvar o time da queda. Contra o Goiás, foi novamente a referência no setor ofensivo. Fez toda a jogada para o gol de Juan. Também marcou nos minutos finais do confronto.

Atacante: Ewandro (Atlético-PR)
Jogou pouco tempo no segundo tempo, mas foi decisivo no empate polêmico e movimentado com o Palmeiras, por 3 a 3, na Arena da Baixada. Usou sua velocidade e precisão nas finalizações para marcar dois gols atleticanos. Além disso, deitou e rolou em cima da defesa palmeirense.

Alan Kardec (à direita) e Rogério: entraram e desequilibram o jogo

Alan Kardec (à direita) e Rogério: entraram e desequilibram o jogo

Atacante: Vagner Love (Corinthians)
Já tinha desabafo outras vezes, mas voltou a fazê-lo agora como campeão brasileiro pelo Timão. Ele voltou a marcar, chegando aos 13 gols e dividindo a artilharia do Corinthians com o meia Jadson, o “rei das assistências”. A verdade é que quando algum jogador vai para o Oriente ou países de menor condição técnica, voltam fora de ritmo e demoram vários meses para entrar em forma. Foi o que aconteceu com Love. Aliás, também aconteceu com Jadson, que voltou do exterior e foi para o São Paulo.

Atacante: Alan Kardec (São Paulo)
Entrou ligado na tomada 220 na movimentada partida com o Atlético Mineiro, mais especificamente no segundo tempo – o primeiro terminou zero a zero no Morumbi. Ao lado de Rogério, que também entrou durante o jogo, ele foi decisivo na virada sobre o Galo, por 4 a 2. Fez dois gols e ajudou a colocar o Tricolor no G4, com 56 pontos, um na frente do Santos que bobeou ao empatar com o Flamengo, na Vila Belmiro.

Técnico: Tite (Corinthians)
É indiscutivelmente, neste momento, o melhor técnico do Brasil. Mais bem preparado, atualizado e que sabe, como ninguém, levar os jogadores nos vestiários. Como se diz no popular:

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“levar a boleirada na conversa”. Taticamente perfeito e moralmente impecável. Este sim é um perfil para um técnico à Seleção Brasileira.

Sem contar que agora é o maior vencedor do Timão, com dois títulos brasileiros, um da Libertadores, outro da Recopa, outro Mundial Interclubes e um da Recopa Sul-Americana. Se o Corinthians é o campeão, deve muito a ele. Um homem que reagrupou o elenco, deu moral para quem acreditava e agora levantou a taça.