Série B: Dívidas e montagem de time também causaram racha na diretoria do Mogi Mirim

A diretoria executiva do Mogi Mirim está fora de sintonia e quem sofre é o próprio clube

A diretoria executiva do Mogi Mirim está fora de sintonia e quem sofre é o próprio clube

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Mogi Mirim, SP, 23 (AFI) – As discordâncias de opiniões entre os membros da diretoria executiva do Mogi Mirim e o presidente em exercício, Luiz Henrique de Oliveira, também ganharam a esfera financeira em relação a dívidas contraídas pelo clube e montagem de elenco para a disputa do Campeonato Paulista.

Segundo Luiz Henrique de Oliveira foi necessário um investimento no clube para quitar salário e alugueis de atletas. O presidente não quis divulgar os valores, mas a quantia saiu de sua empresa. “Fiz um investimento para saldar algumas dividas. Lógico que terei o retorno do investimento. Mas foi dinheiro meu que injetei no clube”, comenta o atual presidente do Sapo.

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O presidente divulgou ainda um episódio que trouxe prejuízos aos cofres do Mogi. Um grupo de portugueses vieram para Mogi Mirim para acompanhar algumas partidas do Sub-20 e avaliar jogadores. Os dirigentes se alojaram em um hotel da cidade e depois a conta foi enviada para o clube quitar. “Comeram e beberam nas custas do Mogi Mirim. Isso não pode acontecer nunca. Como presidente não posso aceitar uma coisa destas”, enfatiza Luiz Oliveira.

A montagem do elenco para o Paulistão também gerou discussões e debates entre os membros da diretoria executiva. O repasse da Federação Paulista de Futebol (FPF) para os clubes do interior paulista chegará próximo dos R$ 3 milhões.

Luiz de Oliveira queria ratear a quantia nos quatro meses de competição e formar um time competitivo para o Paulistão, mas a maioria dos dirigentes preferia dividir em 12 meses, com a explicação de guardar recursos para a Série C do Brasileiro.

“Acho que uma folha de R$ 500 mil por mês dava para montar um bom time para o Paulistão. Com R$ 150 a R$ 200 mil, com certeza vamos brigar contra o rebaixamento e, este ano, caem seis equipes para a Série A-2 do Paulista”, comenta o presidente. “Para a disputa da Série C, já tinha um investidor interessado em ajudar”, encerra Luiz Henrique.