Ex-jogadores do Guarani prometem entrar com ação trabalhista após Série C

O superintendente de futebol, Waldir Lins, afirmou que os acordos foram feitos com os jogadores, mas que o assunto deveria ser tratado com a parte jurídica do clube

A tranquilidade do Guarani não durou nem mesmo até o natal

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Campinas, SP, 04 (AFI) – A tranquilidade do Guarani não durou nem mesmo até o natal. De acordo com o jornal LANCE!, quinze jogadores que atuaram no clube pela Série C do Campeonato Brasileiro acertaram sua rescisão com a diretoria, mas não receberam os salários remanescentes, férias, 13º salário e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Com isso, os atletas criaram um grupo no WhatsApp e prometem iniciar uma ação trabalhista na próxima semana.

O grupo “Ação contra o Guarani F.C.” tem como membros: Rafael Santos, Anderson Cavalo, Diego Clementino, Eric, Fernandinho, Gladstone, Edilson Guerra, João Henrique, Jonas, Jonathan, Erik Mamadeira, Pacheco, Pitty, Raoni e Serginho. Os valores, de acordo com o advogado do Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, Filipe Rino, eram de aproximadamente R$ 500 mil, mas com as multas por atraso, a quantia agora pode chegar a R$ 1 milhão.

Quinze ex-jogadores do Guarani na Série C prometem entrar com ação trabalhista

Quinze ex-jogadores do Guarani na Série C prometem entrar com ação trabalhista

A maioria dos jogadores tinha contrato até 30 de novembro, mas aceitaram rescindir com o Guarani após a Série C e receber apenas os dias trabalhados, ou seja, até o nono mês do ano. “Queríamos receber só o trabalhado. Não cumpriram com nada. Todo mundo que assinou a rescisão tem documento para provar. Fizeram sacanagem. Infelizmente, a rapazeada está passando necessidade. A gente fez tudo à risca. Não deixamos de trabalhar, não temos culpa de não se classificar”, disse o goleiro Rafael Santos ao jornal LANCE!.

O superintendente de futebol, Waldir Lins, afirmou que os acordos foram feitos com os jogadores, mas que o assunto deveria ser tratado com a parte jurídica do clube. Ainda assim, os quinze renegados por Horley Senna contam que primeiramente combinaram o dia 10 de outubro para receber seus vencimentos, mas nada foi feito. Mais tarde, a promessa se repetiu, e o pagamento ficou para 15 e 20 de novembro, mas mais uma vez sem sucesso.

NÃO É A PRIMEIRA VEZ

Em contato com um ex-funcionário do Guarani, que preferiu não se identificar, o Futebol Interior encontrou o mesmo relato. Na época, ele também acertou a rescisão, mas não recebeu nenhuma quantia do clube. Diferente dos quinze jogadores, ele não quis procurar a Justiça do Trabalho e tentou entrar em contato com o presidente Horley Senna diversas vezes, mas sem sucesso.

Depois de muito insistir e até aparecer no estádio Brinco de Ouro ‘de surpresa’, o ex-funcionário conseguiu receber uma parte da dívida recente do clube, demonstrando que o presidente Horley Senna ainda encontra dificuldades para lidar com as finanças do clube, já que acumula despesas trabalhistas de outras gestões. Ainda assim, os atuais jogadores do elenco afirmam que vêm recebendo em dia para a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista.