Aidar critica Ceni em entrevista: 'Ou joga o jogo dele, ou está fora'
Ex-presidente do São Paulo ainda faz acusação contra Milton Cruz
O ex-presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, mesmo tendo renunciado a dois meses da presidência do clube, continua atirando para todos os lados
São Paulo, SP, 13 – O ex-presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, mesmo tendo renunciado a dois meses da presidência do clube, continua atirando para todos os lados. Além das já tradicionais críticas aos seus opositores, o ex-dirigente também apontou sua metralhadora de críticas ao ex-técnico do tricolor Juan Carlos Osorio, o auxiliar Milton Cruz e até ao ídolo Rogério Ceni, que se despediu do futebol em grande festa na última sexta-feira.
Em entrevista ao Diário de S. Paulo, Aidar criticou a postura do ex-goleiro como líder e falou sobre supostas divergências dele com outros atletas do elenco. “Ou você joga o jogo dele ou está fora do jogo. Eu já achava que estava na hora de abrir espaço para outro goleiro no ano passado, mas houve uma baita pressão e ele ficou até agora”, afirmou. “O Rogério Ceni não deixava que surgissem líderes. Um exemplo era o Dória, que batia de frente com ele. O Rogério também não gosta do Pato pelo fato de ele ganhar muito. O Rogério marginaliza essas lideranças.”
Outro alvo foi Milton Cruz, acusado de beneficiar sua família na contratação do zagueiro Luiz Eduardo e de receber ligações do empresário Abílio Diniz durante as partidas com palpites sobre a escalação do time. “O Luiz Eduardo quem descobriu com olhos clínicos foi o Milton Cruz. E quem fez o agenciamento? O filho do Milton. Eu deveria ter mandado embora o Milton”, contou. “Tive de proibir o Milton Cruz de levar o celular para o banco de reservas e para o vestiário, porque descobri que o Abílio Diniz ficava ligando durante o jogo para dar palpite sobre escalação.”
Sobre Osorio, o ex-mandatário garante não ter se arrependido por contratar o colombiano, mas também não escondeu sua contrariedade quanto aos seus métodos de trabalho. “Não sei como ele ganhou o respeito incrível da imprensa e da opinião pública. Era um marqueteiro danado. Não repetiu o time uma vez em 22 partidas. Isso não é coisa de treinador, mas de alguém achando que o São Paulo é laboratório”, disse. “Eu sabia que ele fazia rodízio, mas não sabia que punha goleiro de centroavante, lateral no meio-campo. Se soubesse, não o traria. Só me arrependo de não ter mandado a mensagem no celular dele antes. Fui eu quem mandou ele parar de rodízio para definir logo o time.”
Aidar ainda voltou a bater duramente em Ataíde Gil Guerreiro, pivô de sua renúncia ao gravar áudio que comprovaria sua participação em comissões em negociações de jogadores. O ex-presidente falou sobre o episódio no qual ele teria sido agredido pelo vice-presidente de futebol. “Houve uma tentativa dele de me enforcar. Tudo começou no sábado, quando ele foi à minha sala no Morumbi e gravou o tal áudio. Aí, no café da manhã de segunda-feira, da diretoria, ele veio dizer que o negócio do Maidana estava esquisito. Respondi que ele e o pessoal da base que tinham começado o negócio e que passei a negociar porque eles eram incompetentes e perderiam o atleta.”
“Do nada, o Ataíde bateu a mão na mesa. Eu também bati na mesa e disse para ele parar de ficar com frescura. Perguntei na frente de todo mundo se o Julio Casares havia emprestado dinheiro para o Ataíde. Ele disse que sim. Aí, o Ataíde pôs as duas mãos no meu pescoço. Para me defender, acabei quebrando a cartilagem de um dos dedos da mão”, concluiu.
Para completar, o ex-cartola ainda se disse arrependido por ter voltado à presidência do clube, cargo que já havia ocupado entre 1984 e 1988. “Foi um erro voltar ao São Paulo. Em 2014, eu estava numa zona de conforto, ganhava sem nem ir ao escritório. Não é fácil ficar ouvindo falarem mal da minha filha, da minha mulher. Me chamando de corno, viado, ladrão…”





































































































































