Ponte Preta aposta em avaliações rigorosas e tecnologia para diminuir risco de lesões
Roberto Nishimura, chefe do Departamento Médico da Ponte Preta, explicou etapas do período de exames e avaliações
A Ponte Preta terá uma maratona intensas de jogos em 2016 por até quatro competições - Paulistão, Copa do Brasil, Brasileirão e Sul-Americana
Campinas, SP, 05 (AFI) – A Ponte Preta terá uma maratona intensas de jogos em 2016 por até quatro competições – Paulistão, Copa do Brasil, Brasileirão e Sul-Americana, caso caia na Copa do Brasil. Por isso, a comissão técnica aposta em uma rotina rigorosa avaliações médicas e clínicas, além da tecnologia do Instituto de Medicina e Avaliação da Performance (IMAP) para diminuir os riscos de lesões.
“Em 2015, por exemplo, fomos um dos times que menos teve lesões durante todo o Campeonato Brasileiro e nossa expectativa é repetir este feito em 2016. Isso começa justamente nas avaliações pré-participação que estamos realizando neste início de semana”, disse Roberto Nishimura, chefe do Departamento Médico da Ponte Preta.
Ele explicou que nestes primeiros dias de trabalho, os jogadores são divididos em grupos e passam por diversos testes, divididos em estações específicas de trabalho.
“Neste ano, a exemplo do anterior, conseguimos fazer todas as avaliações dentro do estádio Moisés Lucarelli, dentro do IMAP. É um grande orgulho para nós e também positivo para o time, porque ganhamos tempo e integração dos resultados. Cada estação de avaliação é próxima da subsequente, então resultados são praticamente imediatos, o que possibilita agilidade maior para fornecer dados para a comissão técnica poder avaliar os trabalhos que irá desenvolver mais rapidamente”, esclareceu.

PASSO A PASSO
A primeira estação de avaliação é a médica.
“Na estação 1 o jogador é avaliado pelo doutor Hesojy Gley. Ele aplica o questionário médico da FIFA, faz a entrevista médica e o exame físico, clínico e ortopédico”, explicou.
Na segunda estação, são realizados os exames laboratoriais.
“O laboratório Emílio Ribas veio ao estádio fazer a coleta dos exames de sangue. Por meio deles nossos departamentos de Fisiologia e Nutrição trabalharão os parâmetros necessários para o desenvolvimento correto nestes setores e o departamento médico descobre eventuais problemas clínicos que necessitem tratamento”, disse.
Na terceira estação, são realizados exames fisiológicos.
“O professor Norberto, nosso fisiologista, faz o teste de salto, uma avaliação que detecta a impulsão do jogador. As próximas avaliações fisiológicas acontecem em campo posteriormente, sob orientação do prórpio Norberto e dos professores Lucas e Caio”, reforçou.
Na quarta estação, a cardiologista alvinegra Georgina Crespi faz os ecocardiogramas.
“Nestas avaliações cardiológicas, por meio de ultrassons, avaliamos o funcionamento, contratilidade e tamanho do coração”, frisou.
Por fim, na última estação, é realizada a avaliação isocinética.
“Nossos fisioterapeutas Ricardo, Eduardo e Rodrigo avaliam por meio do equipamento isocinético o equilíbrio e força muscular de cada atleta nesta estação”, concluiu Nishimura.
NECESSIDADE
Ele ressaltou que todas essas avaliações são fundamentais neste momento que antecede às campanhas do time.
“Primeiro porque a saúde vem em primeiro lugar, e estes exames possibilitam detectar quaisquer riscos existentes já neste início, e segundo para estabelecer os parâmetros das condições físicas atuais para determinar a programação de treinamentos. É importante ressaltar que fazemos a avaliação e seguimento individual de cada atleta para dar máximo de rendimento a ele com um mínimo ou nenhuma lesão. Saber isso tudo agora é o que nos possibilita prevenir e minimizar índices de lesão. Essas avaliações de parâmetros físicos são repetidas ao longo da temporada”, pontuou.
Nishimura enfatizou que a interligação entre todos os departamentos para a realização dos exames é muito positiva.
“Isso nos dá um raio-X instantâneo de cada atleta e nos diz quando precisamos atuar, controlar carga de treino, intervir pra prevenir lesão, deixando o jogador à disposição na maior parte do tempo para a comissão técnica colocá-lo em campo. Ou seja, o jogador já inicia os treinos com a Comissão sabendo de sua condição”, argumentou.
O médico ressaltou ainda que a pré-temporada dá a base do ano todo.
“É nela que trabalhamos a base física para passar a temporada em si sem grandes intercorrências. Atletas que vem de outros clubes sem fazer pré-temporada acabam demorando para entrar no ritmo, mas aqui seguimos esse protocolo que vem dando certo”, finalizou.






































































































































