O gol da Ponte Preta está vazio

A verdade é que time desarrumado complica o goleiro e é isso que está acontecendo.

César Bernardo Dutra, 24 anos, 1,94 de altura e 16 jogos pelo Flamengo é o terceiro goleiro, atrás de Alex Muralha e Paulo Vitor

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Marcelo Lomba, titular em 2015, acabou ficando no Bahia. Mateus e João Carlos disputaram a posição na pré-temporada. O bom e experiente treinador de goleiros André Dias, optou pela titularidade de Mateus no primeiro jogo do Paulistão contra o Oeste. Depois da derrota, sacou o Mateus e colocou o João Carlos contra o Santos. Depois de outra derrota, o nome da vez para o gol é César do Flamengo.

César na Ponte é trocar seis por meia dúzia

César na Ponte é trocar seis por meia dúzia

César Bernardo Dutra, 24 anos, 1,94 de altura e 16 jogos pelo Flamengo é o terceiro goleiro, atrás de Alex Muralha e Paulo Vitor. Assisti a alguns jogos do César e ele está no mesmo nível do Mateus e do João Carlos. É trocar seis por meia dúzia. A verdade é que time desarrumado complica o goleiro e é isso que está acontecendo.

O time está mal, sem padrão de jogo e com alguns jogadores sem condições de serem titulares. Volto aos goleiros. Como diziam os ex-treinadores Cilinho e Mário Juliato: “goleiro e zagueiro se faz em casa”.

Foi assim que Mário foi buscar Valdir Peres em Garça-SP para a base e daí para o sucesso, vendido para o São Paulo e titular da Seleção Brasileira. Carlos Ganso – tes Copas do Mundo – foi o mais famoso de todos e o Mário o descobriu em Vinhedo-SP. Wilson Chiqueto veio do Itatiba-SP, que disputava a Segunda Divisão do Paulista, para a base, depois titular do profissional e foi vendido ao Santos.

Marcelo Lomba voltou para o Bahia e Ponte não estava preparada

Marcelo Lomba voltou para o Bahia e Ponte não estava preparada

Moacir também foi formado em casa. João Brigatti, André Dias, Alexandre Fávero, Alexandre Negri e Lauro também foram formados na Macaca. Dênis, hoje titular do São Paulo, foi o último goleiro de qualidade feito no Moisés Lucarelli. Ivan, do juniores, que disputou a última Copa são Paulo, mostrou que ainda não tem condições de ser promovido.

O treinador de goleiros de base, Amauri Blumer, me disse em uma certa ocasião, que estava difícil de fazer goleiros, em virtude da baixa estatura deles. Tanto assim que ele estava procurando os jovens no vôlei. A diretoria da Ponte precisa dar suporte à base para que goleiros sejam formados.

É preciso que especialistas sejam contratados. Vander Batistela, que tem uma escola de goleiros em Americana, é um deles. O gol da Ponte está vazio. Edson Bastos, Roberto Volpato e Marcelo Lomba foram os últimos que deram estabilidade na posição.

Mateus e João Carlos estão queimados. Não sei se, emocionalmente, terão condições de voltar a serem titulares. Um novo goleiro está chegando, contrariando a tradição do clube, que “goleiro se faz em casa”.