Joaquim Grava defende intervenção da FIFA para proibir a cambalhota nas comemorações

O médico explica que os riscos são muitos ao realizar a acrobacia, e aconselha os jogadores a evitarem lesões desnecessárias

Joaquim Grava, conceituado médico que atua no setor esportivo, defende intervenção da FIFA contra as cambalhotas nas comemorações dos gols. A ideia é evitar lesões desnecessárias.

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São Paulo, SP, 29 – O consultor médico do Corinthians, Joaquim Grava, defende a intervenção da Fifa para proibir comemorações com cambalhota no futebol. Para o médico, esse tipo de acrobacia na hora de festejar um gol traz riscos à saúde dos atletas.

“Assim como a Fifa determina que o jogador que tira a camisa na hora do gol tem de ser punido com cartão amarelo, o mesmo deveria ocorrer com quem dá cambalhota. Esse tipo de comemoração tem de ser proibido não só pelos clubes, mas pela própria Fifa”, defende Grava.

Joaquim Grava renomado médico que atua no âmbito esportivo

Joaquim Grava renomado médico que atua no âmbito esportivo

Para o médico, a lista de riscos aos atletas é extensa. “Há evidências de riscos traumatológicos. Na queda, o atleta pode sofrer uma lesão na coluna cervical, por exemplo, ou luxações de membros superiores, que muitas vezes são piores do que a própria fatura. Para quem cai de pé na hora da cambalhota, há um risco muito grande de lesões de ligamento.”

No Corinthians, o zagueiro Felipe tinha o hábito de festejar os seus gols com cambalhotas, mas a acrobacia foi vetada. “Não tem como o médico proibir, mas foi passada a orientação ao jogador”, disse Grava.

No Palmeiras, as acrobacias também estão proibidas. A diretoria já conversou com os jogadores para que eles evitem riscos na hora de comemorar gols. O zagueiro Vitor Hugo, por exemplo, não deu sua tradicional cambalhota após marcar um gol na vitória de 4 a 1 sobre o XV de Piracicaba, na semana passada.

Em 2013, o atacante Maurides, do Internacional, saiu correndo durante a vitória 3 a 1 sobre o América-MG pela Copa do Brasil e deu cambalhotas semelhantes às de ginastas olímpicos. O jogador sofreu uma torção no joelho.