Paulistão: Capivariano ainda questiona força desproporcional da PM em Itu

O clube revelou que já acionou seu Departamento Jurídico para tomar todas as providências cabíveis

O Capivariano já deixou claro que não vai deixar passar em branco o episódio de agressão da Polícia Militar (PM) no último domingo, nos corredores para o vestiário do estádio

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Itu, SP, 01 (AFI) – O Capivariano já deixou claro que não vai deixar passar em branco o episódio de agressão da Polícia Militar (PM) no último domingo, nos corredores para o vestiário do estádio Novelli Júnior, em Itu. Além de protestar contra arbitragem na Federação Paulista de Futebol (FPF), o clube afirma que tentou abrir um Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia Central, mas a Delegada Ana Maria Gonçalves Sola preferiu não dar continuidade ao caso.

“Só reclamamos na boa e fomos covardemente agredidos”, disse o superintendente de futebol do Capivariano, Luiz Paulo Santarelli. A assessoria do clube revelou que não permitiram a entrada de todos os envolvidos na Delegacia. A delegada recebeu apenas um representante e ainda assim não deu continuidade ao BO.

“Tem algo estranho aqui na relação do Ituano com as autoridades da cidade”, afirmou um radialista da cidade de Capivari, inconformado com os acontecimentos que viu na cidade de Itu. Lá tudo parece bem arquitetado, entre o clube, a Polícia Militar e a Polícia Civil. As vítimas? Os clubes visitantes ao estádio Novelli Júnior.

O zagueiro Leandro Silva tirou essa foto logo após a confusão no estádio Novelli Júnior

O zagueiro Leandro Silva tirou essa foto logo após a confusão no estádio Novelli Júnior

Quando questionado, o clube também confirma que já acionou seu Departamento Jurídico para tomar todas as providências cabíveis.

O Portal Futebol Interior tentou entrar em contato com a Delegada Ana Maria Gonçalves Sola, mas não obteve resposta. De acordo com o Capivariano, ela também não quis passar a relação com os nomes dos policiais envolvidos na confusão.

ENTENDA O CASO

No último minuto de jogo na derrota por 2 a 1 para o Ituano, já com o técnico Tarcísio Pugliese expulso de campo por reclamação, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira marcou um pênalti duvidoso em cima de Marcão.

Após o apito final, jogadores e comissão técnica foram questionar a arbitragem e acabaram agredidos pela força policial. O zagueiro Leandro Silva, inclusive, machucou o rosto tentando apartar a briga.

“A Polícia Militar, ao invés de instruir a arbitragem, preferiu usar de força desproporcional, uma vez que toda comissão já estava encurralada no túnel, e todos policiais à frente impedindo a passagem. Nos atingiram com golpes na cabeça e chutes em quem caiu no chão na frente deles. Em momento algum a polícia exerceu sua função de proteger a integridade física, apenas bateram sem mais nem menos”, afirma o Capivariano.

A truculência da polícia deixou graves sequelas nos funcionários do clube. O zagueiro Leandro Silva sofreu apenas um hematoma na cabeça, mas outros funcionários tiveram lesões mais sérias. Segundo a nota, o supervisor de futebol, Denis Conselvan, teve um dedo da mão fraturado, enquanto o roupeiro Rodrigo Rodrigues sofreu uma luxação no antebraço esquerdo.