CBF cria mecanismo para impedir 'clubes de aluguel' no futebol brasileiro

Medida é para evitar casos como foi com o atleta Iago Maidana

Medida é para evitar casos como foi com o atleta Iago Maidana

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Rio de Janeiro, RJ, 14 – A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) alterou o seu Regulamento de Registro e Transferência para tentar impedir a prática conhecida como clubes de aluguel. A ideia é proibir as chamadas “transferência ponte”, que são aquelas, que, de acordo com o documento, envolvem “o registro do atleta em um clube intermediário sem finalidade desportiva, visando a obtenção de vantagem, direta ou indireta”.

Foi o caso, por exemplo, da transferência do zagueiro Iago Maidana, do Criciúma para o São Paulo. O defensor foi inicialmente registrado no Monte Cristo, da terceira divisão do Campeonato Goiano, e dois dias depois foi negociado com o São Paulo. O Tombense, que atualmente está na elite do Campeonato Mineiro, também detém os direitos federativos de diversos jogadores de alto nível que nunca jogaram pelo clube.

CBF quer acabar com casos como foi de Igor Maidana - Divulgação

CBF quer acabar com casos como foi de Igor Maidana

Para vetar esse tipo de negociação, a CBF incluiu no seu regulamento essa proibição do registro sem finalidade desportiva, presumindo que isso acontece em cinco situações, sendo duas mais usuais: quando há duas transferências definitivas em menos de três meses ou transferência definitiva seguida de empréstimo sem que o atleta jogue partidas oficiais.

Há diversos casos de jogadores que chegam e deixam um clube sem atuar por questões puramente técnicas, a CBF determina que cabe à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) fazer a avaliação objetiva de cada caso, levando em consideração, entre outras coisas, a idade do atleta, o número de partidas disputadas em cada clube e a remuneração recebida.

Além disso, outra nova cláusula determina que “somente será permitido o registro de contratos de atletas profissionais aos clubes que participem de competições profissionais reconhecidas pela CBF e/ou federações estaduais”